Qual seria a solução para o Flamengo se livrar do fantasma Jorge Jesus?

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Desde o início, a contratação de Paulo Sousa foi vista com suspeita pelos adeptos do Flamengo. No clube carioca, todas as decisões devem ser muito bem planeadas já que estamos a falar da equipa com maior número de adeptos do mundo, ou seja, tudo é uma grande repercussão.

A suspeita deu-se pela falta de conhecimento de quem era aquele técnico. Quando se fala em técnico português no Brasil, pensa-se em José Mourinho, talvez Fernando Santos, que apesar de técnico da seleção, poucos o conhecem por lá. Jorge Jesus, eterno ídolo do Flamengo e Abel Ferreira pelos milagres com um elenco mediano como o do Palmeiras.

Mas quem era Paulo Sousa? Técnico da Polónia, uma seleção sem expressão? Ok. É uma seleção, vamos ver qual é. Mas e o seu currículo? Nada demais, ok. Vamos ver qual é, afinal, o presidente Rodolfo Landim e seu vice Marcos Braz têm que saber o que faz e deposita-se expectativas naqueles que fizeram da equipa do Flamengo de 2019 uma das melhores de sua história.

O fantasma de Jorge Jesus

Há um fantasma que assombra um relacionamento mal terminado que causou danos para ambos os lados e que ainda não foram recuperados. Flamengo, por um lado, nunca mais foi o mesmo. Jorge Jesus por outro lado, pior, treina uma equipa da Turquia, onde não há expressão no futebol e não haverá a mesma projeção do treinador.

O problema que afeta toda a sociedade universal é o narcisismo, que funciona como instinto reprodutivo, mas que de forma semântica está a ser explorado mediante esta cultura das redes sociais, a formatar uma cultura narcísica em todas as relações, afetando alguns mais desprovidos de controle emocional. O narcisismo quando acima de um limiar homeostático, pode tornar-se patológico e um dos sintomas é afetar a coerência, localizada na mesma região do cérebro que interfere no controle inibitório.

Pela lógica, os dirigentes do Flamengo querem uma equipa tão boa ou melhor que a de 2019, tentaram diversos treinadores, mas não souberam escolhê-los. Domènec Torrent não é Guardiola e na impossibilidade de ter o Pep, foram na sua indicação mesmo. Uma ideia de Domènec num jogo do Bayern de Munique fez valer a sua credibilidade junto a Guardiola. Mas ideias é o que todo o treinador tem que ter todo momento e não apenas um instante.

Depois tentaram o Rogério Ceni, sem nenhum histórico curricular interessante e apenas um nome e um ego inflado. Um nome que só conseguiu feitos vinculado ao São Paulo. Renato Gaúcho também não tem grande currículo, mas conseguiu alguns pontos positivos na equipa do Grêmio, que também não era das mais extraordinárias, mas vamos levar em consideração que o povo daquela região ama o Renato. Eles são bairristas e o apelido Gaúcho tem uma força incrível para aquelas pessoas do estado brasileiro que é do tamanho do país Equador.

Vamos às possíveis soluções?

Bom, vamos lá. Muitos dos jogadores que estão na equipa do Flamengo atual fazem parte da seleção do Flamengo de 2019, carregam o fantasma do JJ. Seria interessante desfazer de alguns jogadores, principalmente daqueles que parecem menos interessados. Quando falamos de fantasma de forma analógica, falamos de alma, ou seja, mente. Se a mente não acompanha o corpo, somente um bom trabalho psicológico ou trazer novos ares. A neuroplasticidade que envolve um aperfeiçoamento para uma melhor saúde mental tem como tópico a mudança dos hábitos, de lugar.

Paulo Sousa no cargo pode fazer o futuro de Rodolfo Landim na presidência, já que os adeptos do Flamengo estão a vaiá-lo nos estádios e a oposição no clube já move os pauzinhos aproveitando o oportuno momento. Então deve mesmo trocá-lo.

Insistir num técnico português? Sim, ainda é a melhor opção, os técnicos portugueses estão num bom momento em todo o futebol internacional. O português é um povo migrante, está no sangue, adapta-se a qualquer país e encaixa-se na personalidade. E os técnicos brasileiros não evoluíram junto ao futebol e o pensamento retrógrado não acompanha a evolução do futebol. O diferente causa impacto, logo, uma equipa com perfil europeu sobressai no Brasil. Assim como uma equipa com perfil brasileiro numa Premier League daria trabalho e batalharia por títulos.

Uma última questão dá-se pelo molde cerebral. Como disse anteriormente, estamos numa era narcísica e a soberania de 2019 subiu à cabeça e moldou o cérebro dos jogadores e, essa reversão não é simples de fazer, a não ser que o Flamengo colocasse um doutor neurocientista, com base de formação em psicologia, medicina ou biologia, para estratégias eficazes em reverter todo esse "fantasma" que na realidade é um padrão psicológico mediante um histórico de acontecimentos.

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