Drenthe: o bom lateral que desistiu de ser mau

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Permitam que comece por contar esta história na primeira pessoa. Quando Royston Drenthe saiu do treino e, diante de mim, se encaminhou para uma sala de imprensa, baixou as meias e revelou uma tatuagem em cada gémeo: no esquerdo a máscara de teatro do riso; no direito a máscara de teatro da tristeza. Estávamos em 2007, no Europeu de sub-21, algures num bosque a norte da Holanda, e o então explosivo lateral-esquerdo da Jong Orange (Jovem Laranja) era das maiores sensações mundiais na sua posição. Naquele instante, preparava-se para vencer o torneio, desmembrar Portugal e ser o melhor jogador da prova. Contudo, foi a máscara do gémeo direito a dar rosto à carreira daquele relâmpago que tanto prometia.

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