Irão: a seleção que ameaça jogar o Mundial pelas mulheres

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O Mundo está revoltado com o Irão e a coragem do próprio povo persa é muita. Aliás, no Irão, sentir e manifestar revolta é, em si, um ato de coragem. A lei islâmica que desde 1979 governa o país manchando-lhe a imagem de sangue continua a merecer a condenação planetária, motivando até sanções de vária ordem. A forma opressiva como a mulher é olhada conheceu mais um episódio nefasto depois da morte de Masha Amini, jovem de 22 anos presa em Teerão pela polícia de moralidade iraniana, a 16 de setembro último. Solidária, a seleção iraniana, na qual Carlos Queiroz dá o treino e Taremi faz os golos, não se calou em pleno período de preparação para o Mundial do Qatar. A equipa juntou-se aos protestos que se têm sucedido um pouco por todo o globo e há um clima tenso que ameaça agudizar-se. Sardar Azmoun, craque da equipa que joga no Bayer Leverkusen, perdeu o medo e disparou: "Isto não poderá ser apagado da nossa consciência. Que vergonha!"

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