Lusitano de Évora: 70 anos da 'rebelião alentejana'

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Prezado leitor, aceite esta nota prévia: as linhas que se seguem são mais que soprar o pó de livros esquecidos. Aqui dentro mora a história que é do gosto de todos: a dos descamisados que rasgam a farpela dos ricos. Aqui dentro está o grito do inesperado, uma pequena revolta futebolística que começou vai para 70 anos e durou quase 16. Foi um cometa verde e branco, um bólide saído a toda a brida de um Alentejo que nunca teve símbolo maior. Aqui dentro está o Lusitano de Évora, que em 1952 entrou de sola e sem pedir licença na I Divisão. Não é de espantar que tivesse sido coisa de estalo. Quem tinha nomes como Martelo, Polido, Apolinário, Falé, Athos, Batalha, Patalino e Biléu não ia a jogo para dar milho aos pombos.

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