Não há flores no deserto: o futebol português sem Alentejo

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A última flor morreu há quase 22 anos e o homem que a regou desapareceu há uma semana. O Campomaiorense desceu ao segundo escalão em 2001, um ano depois cessou a atividade profissional e nunca mais houve Alentejo na I Liga. Rui Nabeiro, um visionário desacorrentado dos malefícios de um Portugal sempre e sempre esquecido do seu próprio interior, decidiu que não valia a pena apostar numa competição onde a sujidade ia a jogo em detrimento dos seus trabalhadores. Com o desaparecimento do empresário querido como poucos, o fenecer do futebol da maior das antigas províncias é hoje uma realidade bem mais profunda... que mora nas catacumbas.

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