O homem de todos nós
"Você 'tá mais 'careeeeeca', Zé!!!" Foi com esta tirada logo a abrir, dirigida à saudosa glória azul José António e seguida de uma explosão geral de gargalhadas (a banda sonora habitual em seu redor), que ouvi Marinho Peres falar diante de mim pela primeira vez. Estava de regresso a Portugal para treinar de novo o 'seu' Belenenses. O dia era 5 de julho de 2000 e o local era a zona de chegadas do Aeroporto de Lisboa. Foi a minha introdução ao homem, seguramente em nada diferente daquela que ele proporcionou a tantos outros jornalistas, jogadores, dirigentes, companheiros, amigos ou simples desconhecidos. Um caloroso "Fala, garoto" ou um acolhedor "E aí, meu irmão?" eram as primeiras expressões com que éramos brindados pelo antigo capitão do Brasil, decoradas com um sorriso que ia de um lado ao outro do Atlântico.