Wim Jansen: o adeus discreto do mecânico da laranja
Quando a Laranja Mecânica da Holanda puxou o mundo pelos colarinhos nos anos 1970, dizendo-lhe coisas sobre futebol nunca antes vistas numa quase perfeita revolução, um homem ruivo, de cabelo crespo, mandava no meio-campo: era Wim Jansen, um médio eficiente, feito de equilíbrios, limpo, técnico, corajoso e de inteligência aguda. Foi um holandês ilustre. Um homem da zona norte de Roterdão. O ‘Senhor Feyenoord’. Um ‘gigante’, como lhe chamou Frank Arnesen. Partiu a 25 de janeiro passado. Tinha 75 anos, mas a morte é um pretexto para falar da vida.