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Todas as pessoas ao serviço da organização do futebol profissional sabem perfeitamente que trabalham na atividade mais escrutinada do País. Escrutinada pelos que têm o dever de informar e pelos que se sentem no direito de defender as suas cores clubísticas. Mas, em nenhum dos casos, se esquecem que, no fim da linha, é a credibilidade da Liga Portugal que está no centro desse escrutínio.
Sobejas vezes se fala dos Delegados da Liga. O tema não só é recorrente, como nos obriga a repetir uma mensagem já com três anos de vigência: as delegacias nos campeonatos profissionais obedecem hoje a rigorosos critérios de competência e são exercidas por indivíduos que aceitam sujeitar-se a um férreo conjunto de regras de conduta continuadamente avaliadas e fiscalizadas, quer pela Liga, quer pelas instâncias disciplinares e de justiça desportiva.
Várias ações de formação, testes de avaliação, rigorosos critérios de seleção e uma soma considerável de deveres obrigatórios, com a ajuda de um sistema informático de apoio à nomeação dos delegados (SAND), são fatores que hoje nos permitem afirmar que erros, suspeitas e irregularidades de um passado recente jamais acontecerão no que diz respeito à ação dos delegados.
Tais procedimentos, implementados no arranque de 2015-16, permitiram à Liga excluir, então, os que não tinham competência, conhecimento ou caráter suficientes para estar no futebol profissional e ostentar a insígnias do organismo.
Nunca esquecemos que o atual quadro de delegados é composto por gente que se assume como o rosto da Liga, jornada a jornada, e, por isso, a nossa primeira linha de combate pela credibilidade.
Ao contrário de outros tempos, e apesar de não haver ninguém que trabalhe no futebol que não tenha uma preferência clubística, desde 2015 que não há recrutamentos por quotas nem escolhas pessoais à medida.
Por Helena Pires