Desde 1995/96, a Liga Portugal organiza a logística das equipas de arbitragem e, em milhares de jogos já organizados, nunca se registou qualquer problema com as deslocações destes agentes. No passado fim de semana, devido a fatores alheios à Liga, houve necessidade de nomear uma equipa de arbitragem da Madeira, para o Marítimo-Santa Clara. Para evitar deturpações sobre a atuação da Liga neste processo, passemos a factos concretos e muito resumidos:
A Liga atuou seguindo os mesmos procedimentos de sempre. Às quartas-feiras anteriores à realização da jornada, recebe a informação do Conselho de Arbitragem (CA) da FPF sobre o ponto de partida (Porto ou Lisboa) dos árbitros nomeados. Sem nomes. Tendo em conta a referida origem, são feitas as reservas de voos. No caso do Porto, há reduzidas opções, cada uma com vantagens e desvantagens.
A Liga tem atendido, por isso, às solicitações das equipas de arbitragem, sempre com base em três pressupostos - estabilidade, segurança e conforto - em articulação com o CA e com a colaboração de uma agência de viagens com larga experiência na área desportiva. O fator económico não é um desses pressupostos. No último sábado, fatores climatéricos impediram que o voo Porto-Funchal (21h50) se realizasse, tendo os respetivos passageiros sido realocados em voos do dia seguinte e impedindo, dessa forma, a confirmação da reserva para que a equipa de arbitragem comparecesse ao jogo em tempo útil.
Qualquer extrapolação em torno deste caso isolado é, na interpretação mais benevolente, reveladora de desconhecimento. No máximo será algo de que o futebol não precisa e que deveria ser erradicado em definitivo. Já é tempo de o futebol português voar mais alto!
Por Helena Pires