Desfecho mundial
Este fim de semana termina o Campeonato do Mundo que tem para já, no que respeita ao comportamento dos jogadores, equipas e adeptos um saldo bastante positivo. Deixando de parte o envolvimento político e os conflitos institucionais, o futebol conseguiu unir e os protagonistas têm sido encontrados, felizmente, dentro de campo. Foi sem surpresas que se apuraram os quatro semifinalistas que discutiram o acesso à grande final. Teremos um vencedor consagrado entre a Argentina de Messi, moldada para potenciar o melhor do seu capitão e capaz de equiparar níveis de intensidade e sofrimento à qualidade de jogo, e a Espanha que apresenta mais uma geração de futebolistas harmoniosamente preparados por Luis de la Fuente para entregar intensidade, personalidade e pouca exposição ao erro, o que nos detalhes da competição pode fazer a diferença. Com menções honrosas para França e Inglaterra, que disputaram o lugar no pódio, quero acima de tudo homenagear os jogadores destas equipas por aquilo que conseguiram entregar no torneio, após uma época longa e desgastante.
