Desalinhado

Joaquim Evangelista
Joaquim Evangelista Presidente da direção do SJPF

Gianni, FIFPro e FPF

Gianni Infantino acaba de ser eleito presidente da FIFA. Está de parabéns. Não vai ser fácil, todos exigem uma nova ordem desportiva mundial, mas o presidente da FIFA tem a oportunidade histórica para virar a página e fazer as reformas que se exigem.

Gianni tem a a seu favor a paixão, a determinação, a competência e uma visão única do futebol. Este tempo novo exige um programa ambicioso, mas acima de tudo exige mais diálogo social, mais solidariedade e mais igualdade.

Gianni saberá unir e representará todos os interesses do futebol, estará ao nível dos desafios. Espero que lhe sejam dadas condições para o exercício do seu mandato. O Sindicato português não deixará de o apoiar. Dele espero que respeite todos os jogadores e a FIFPro a sua voz mundial.

A Federação Portuguesa de Futebol e o seu presidente, Fernando Gomes, apoiaram desde a primeira hora esta candidatura. Tiago Craveiro e Onofre Costa trabalharam de perto com o presidente da FIFA e fizeram a diferença. Bem como Luís Figo e José Mourinho. Todos elevaram o nome do futebol nacional. Parabéns.

Seguem-se as eleições na FPF, dia 4 de junho. Fernando Gomes é, até à data, e provavelmente até ao fim, o único candidato. O presidente conseguiu reorganizar a FPF administrativa e financeiramente, afirmando a sua dimensão internacional ao ser eleito para o Comité Executivo da UEFA. Apoiou e valorizou as associações distritais e promoveu o futebol amador, o futebol feminino, o futsal e o futebol de praia. O diálogo social permanente que mantém com as associações de classe e demais agentes desportivos, a sua disponibilidade, a sua capacidade de trabalho e o respeito pelos compromissos assumidos caracterizam o seu mandato. Fernando Gomes deixa um património desportivo, uma marca indelével no futebol português, a cidade do futebol.

No que mais nos diz respeito, destaco a sua lealdade, a promoção dos jogadores nacionais e a valorização do seu papel nas organizações desportivas ao integrar, por exemplo, João Vieira Pinto, Pauleta, Humberto Coelho e Mónica Jorge na sua direção.

A continuação do bom trabalho representa uma oportunidade para se assumir como um forte candidato à presidência da UEFA. Força, Fernando.

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