Joaquim Evangelista

Joaquim Evangelista Presidente da direção do SJPF

Medidas estruturais e cidadania

A propósito da reflexão sobre a utilização de jogadores estrangeiros, que o Sindicato dos Jogadores promoveu recentemente coma apresentação dos dados nas competições profissionais em Portugal, no site 'sportingpedia.com', o analista Paul Kemp apresentou um estudo comparativo das 10 principais ligas europeias, tendo como premissas o número de jogadores registados e a dimensão dos plantéis, retirando as conclusões sobre as ligas que integram mais jogadores estrangeiros, por contraposição às que apostam mais em talento local. República Checa e Espanha lideram na utilização de jogadores locais, com resultados acima dos 50%, enquanto Inglaterra e Portugal estão no fundo deste ranking, com 28,22%. Um estudo interessante ao comparar-nos com aquela que é considerada a melhor liga do mundo e cujo modelo de negócio e potenciação de receitas diverge radicalmente da estratégia que tem sustentado o desenvolvimento do futebol português. Acredito que para os clubes ingleses este não representa um problema de sustentabilidade, mas para os portugueses não será assim. Atendendo à capacidade financeira existente, à base de recrutamento e ao papel da formação no nosso país, precisamos de medidas estruturais que configurem uma discriminação positiva, desde a criação de um fundo estrutural para o desenvolvimento do jogador português, com impacto na fiscalidade a apoios associados à contratação de jogadores formados em Portugal e o seu envolvimento em competição, entre outras medias que protejam este talento jovem, fundamental para o sucesso de clubes e seleções.

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