Joaquim Evangelista

Joaquim Evangelista Presidente da direção do SJPF

Ouvir e dar voz ao jogador

A forma clarividente como Rúben Dias abordou a temática dos calendários e sobrecarga competitiva no ‘Web Summit’ deixa-me esperançoso no papel que esta geração pode assumir para promover algumas mudanças estruturais. Soube identificar o problema e alertar para os riscos existentes quando os interesses financeiros se sobrepõem à saúde e bem-estar dos protagonistas, impactando o próprio espetáculo desportivo. O tema vai, indiscutivelmente, continuar a marcar a agenda internacional, juntamente com as alterações regulamentares que decorrem do ‘caso Diarra’. Sobre esta matéria, na reunião realizada esta semana com o Secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, procurei atualizar o Governo sobre as perspetivas negociais entre FIFPRO e FIFA, bem como o papel essencial que a concertação social assume na tomada de decisões que afetam os direitos dos jogadores, tanto internacionalmente como no plano interno. Os estados-membros europeus têm um especial dever de monitorizar o respeito pelas garantias laborais e liberdades fundamentais, podendo ajudar no escrutínio que o setor do futebol profissional precisa. Nesta reunião foi possível densificar temáticas que permanecem uma prioridade para o Sindicato dos Jogadores, como o melhoramento dos canais de comunicação para apoio a atletas estrangeiros, paralelo ao combate ao tráfico, auxílio à imigração ilegal e burla, o desenvolvimento no futebol feminino e a importância de aprovar o primeiro acordo coletivo de trabalho no setor, medidas que ajudem a promover as carreiras duais e apoiem os jogadores a desenvolver um projeto de vida que facilite a sua transição, ou ainda a justiça desportiva, em particular os problemas identificados no funcionamento do TAD.

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