Joaquim Jorge
Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Rui Barros

Rui Barros foi um dos melhores futebolistas portugueses da sua geração. Lançado por Tomislav Ivic, contribuiu para as vitórias na Taça Intercontinental e na Supertaça Europeias ao serviço do FC Porto.

As suas maiores qualidades - rapidez e técnica - fizeram dele um grande jogador na Europa. Rui Barros foi um excepcional jogador que, em tempos idos, figurou nas maiores transferências no ranking mundial, aquando da sua transferência para a Juventus. É evidente que ter sido um grande jogador não quer dizer que possa ser um grande treinador. Mas já demonstrou qualidades como condutor de homens muito importantes para uma equipa como o FC Porto. Tem amor ao clube, trabalha com paixão e tem um passado que lhe dá prestígio e mística.

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O mal do FC Porto actual é estar servido de jogadores mercenários que não têm história neste clube. É preciso voltar aos tempos de gente que ame o clube, que o sinta, que se envolva, e não funcione somente por dinheiro.

Depois o Lopetegui foi num erro de casting em todos os aspectos: profissionais e humanos. O FC Porto teve que rescindir de forma unilateral, por não ter chegado a acordo.

Rui Barros é da casa e não se coíbe de ser treinador em qualquer condição, nunca teria uma atitude desta índole.

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O FC Porto, o melhor que tinha a fazer, era manter Rui Barros como treinador principal.

Rui Barros é discreto, fechado e introvertido mas encarna a mística do FC Porto. Sabe estar, percebe de futebol e nota-se que tem uma excelente relação com os jogadores.

Rui Barros, já tinha substituído Co Adriaanse, e conseguiu nessa altura turbulenta, bons resultados e pacificar as hostes portistas.

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Rui Barros merecia e tem categoria para ser treinador principal do FC Porto - por tudo que foi e, é no FC Porto.

Já chega de ser bombeiro, tinha por direito próprio direito a ser comandante dos bombeiros (vulgo, treinador principal até ao fim da época). E, depois via-se... Ninguém aguenta estar constantemente com uma espada de Dâmocles sobre a sua cabeça, jogo-a-jogo. Estar a curto prazo e conforme os resultados não é bom para que haja um bom clima entre todos os intervenientes. Rui Barros é fiel, trabalhador e está com alma no seu clube de sempre.

Evidentemente que um bom treinador tem que ter sorte, capacidade de adaptação, competência e inteligência.

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Mas, não há treinador no mundo que aguente fífias como a de Casillas no jogo com o V. Guimarães. A Taça da Liga já estava comprometida, após a derrota em casa com o Marítimo, por Lopetegui. No jogo com o Famalicão fez bem colocar jogadores não habituais, era um jogo para cumprir calendário e passar o testemunho. Ter motivação era difícil.

Pinto da Costa decidiu-se por José Peseiro para treinador, que vem do Egipto dum campeonato menor. Vamos ver o que acontece.

Por Joaquim Jorge
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