Rui Barros foi um dos melhores futebolistas portugueses da sua geração. Lançado por Tomislav Ivic, contribuiu para as vitórias na Taça Intercontinental e na Supertaça Europeias ao serviço do FC Porto.
As suas maiores qualidades - rapidez e técnica - fizeram dele um grande jogador na Europa. Rui Barros foi um excepcional jogador que, em tempos idos, figurou nas maiores transferências no ranking mundial, aquando da sua transferência para a Juventus. É evidente que ter sido um grande jogador não quer dizer que possa ser um grande treinador. Mas já demonstrou qualidades como condutor de homens muito importantes para uma equipa como o FC Porto. Tem amor ao clube, trabalha com paixão e tem um passado que lhe dá prestígio e mística.
O mal do FC Porto actual é estar servido de jogadores mercenários que não têm história neste clube. É preciso voltar aos tempos de gente que ame o clube, que o sinta, que se envolva, e não funcione somente por dinheiro.
Depois o Lopetegui foi num erro de casting em todos os aspectos: profissionais e humanos. O FC Porto teve que rescindir de forma unilateral, por não ter chegado a acordo.
Rui Barros é da casa e não se coíbe de ser treinador em qualquer condição, nunca teria uma atitude desta índole.
O FC Porto, o melhor que tinha a fazer, era manter Rui Barros como treinador principal.
Rui Barros é discreto, fechado e introvertido mas encarna a mística do FC Porto. Sabe estar, percebe de futebol e nota-se que tem uma excelente relação com os jogadores.
Rui Barros, já tinha substituído Co Adriaanse, e conseguiu nessa altura turbulenta, bons resultados e pacificar as hostes portistas.
Rui Barros merecia e tem categoria para ser treinador principal do FC Porto - por tudo que foi e, é no FC Porto.
Já chega de ser bombeiro, tinha por direito próprio direito a ser comandante dos bombeiros (vulgo, treinador principal até ao fim da época). E, depois via-se... Ninguém aguenta estar constantemente com uma espada de Dâmocles sobre a sua cabeça, jogo-a-jogo. Estar a curto prazo e conforme os resultados não é bom para que haja um bom clima entre todos os intervenientes. Rui Barros é fiel, trabalhador e está com alma no seu clube de sempre.
Evidentemente que um bom treinador tem que ter sorte, capacidade de adaptação, competência e inteligência.
Mas, não há treinador no mundo que aguente fífias como a de Casillas no jogo com o V. Guimarães. A Taça da Liga já estava comprometida, após a derrota em casa com o Marítimo, por Lopetegui. No jogo com o Famalicão fez bem colocar jogadores não habituais, era um jogo para cumprir calendário e passar o testemunho. Ter motivação era difícil.
Pinto da Costa decidiu-se por José Peseiro para treinador, que vem do Egipto dum campeonato menor. Vamos ver o que acontece.
Por Joaquim Jorge