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Assisti na televisão ao desempenho de Patrícia Mamona. Nunca se deixou influenciar por a venezuelana Yulimar Rojas, sempre muito espalhafatosa e eléctrica.
Patrícia Mamona, imperturbável e com uma determinação impressionante, saltou para obter a marca de 15,01 metros no triplo salto e ganhar a medalha de prata.
Senti um enorme orgulho, por ela ser portuguesa, mas também, pela forma como o conseguiu fazer.
De todas a mais bonita, com classe e talento puro. Adorei!
Por detrás de uma grande atleta tem que estar alguém a servir de suporte e apoio: a sua família e o treinador José Uva.
Mamona é vice-campeã olímpica e a melhor da Europa. E, não deixou de enviar recados a quem decide estas coisas: mais investimento no desporto escolar, onde ela começou, que é daí que vem os talentos.
Já sigo há algum tempo esta menina, que é uma mulher de 32 anos, mas não parece.
Mamona tem personalidade, capacidade de superar-se, determinada e saber estar.
No momento de glória e dos holofotes mediáticos não esqueceu Susana Costa, que infelizmente não se conseguiu qualificar (esteve no Rio de Janeiro 2016).
Aprecio este comportamento, simples e humilde. E, aproveito para endereçar um obrigado a Nélson Évora que desistiu por lesão, mas que nos deu outrora muitas alegrias.
Assim como, para Fernando Pimenta, pela sua medalha de bronze que é um feito. Temos a mentalidade que só quem é primeiro é que conta, quando há muitos atletas que ficam em 4.º ou 5.º ou 6.º e por aí adiante e merecem o nosso apreço.
Mamona até Paris 2024!
Nota: quando escrevo esta crónica, Pedro Pichardo conquista a medalha de ouro no triplo salto. Somos muito bons, nesta disciplina de Atletismo.
Fundador do Clube dos Pensadores
*escrevo ao abrigo do antigo AO