Federer
1 – Federer saiu do court, mas nunca sairá da mente de quem aprecia ténis ao mais alto nível. Um senhor que impunha respeito aos seus adversários, não por ser agressivo, mas pelas suas qualidades técnicas insuperáveis de jogo.
Vê-lo jogar ténis era como apreciar uma obra de arte, pura classe e inteligência nos seus golpes. A sua despedida fez-se em pares com Nadal, seu rival, seu amigo e compagnon de route.
Na sexta-feira foi a sua última partida a sério, mas ainda o vamos ver em partidas de exibição, perfila-se uma em Madrid com Nadal. Ainda bem, que podemos continuar a ver Federer, noutro registo, por mais tempo.
A sua despedida foi deveras emocionante e comovente. Ele chorou, Nadal chorou e Djokovic também chorou, apesar de não ter passado nas notícias. O seu adeus foi algo nunca visto e triste. Eu também ao ver as imagens chorei e tenho imensa pena de deixar de vê-lo jogar.
Foi das mais belas despedidas que assisti pela emoção e atmosfera arrepiante, das mais marcantes pela tristeza e vazio que deixa no ténis.
Foi para mim uma bênção ter vivido na sua época e ter assistido a belas partidas fantásticas. Só tenho que dizer: Obrigado Roger!
Portugal
2 – Portugal na República Checa jogou muito bem e venceu indiscutivelmente. Ronaldo acusa a pressão psicológica do início da época com todas as suas vicissitudes de sair ou ficar no Manchester United. Um jogador se não estiver estável emocionalmente não rende tanto. Não tenho dúvidas que os índices de confiança vão voltar e Ronaldo continuará a ser importante.
Portugal é sempre capaz do melhor e do pior, tivemos tudo para suplantar a Espanha, mas no final trememos e isso foi-nos fatal. Ronaldo podia ter marcado e arrumava a questão, mas falta-lhe acreditar que é Ronaldo. Agora o importante é o Mundial e fazermos boa figura. Será o teste decisivo, para Fernando Santos e Ronaldo se manterem na selecção.
Por Joaquim Jorge