O International Board está a estudar algumas mudanças nas regras do futebol. Para já, vai retocar a regra de bola na mão, isto é, anteriormente, levava o árbitro a anular um golo, desde que antes a bola tocasse na mão de um jogador, mesmo que fosse de uma forma casual e inadvertida, na fase de construção da jogada.
Houve golos anulados que não têm razão de ser. Portanto, é mão quando um jogador deliberadamente toca a bola com a sua mão/ braço movendo a sua mão/braço em direcção à bola. Completamente de acordo, para mim isto sempre foi claro, nem sempre é mão ou braço na bola, mas sim, um lance fortuito em que a bola vem à mão ou braço sem o jogador o conseguir evitar. Outra coisa é quando o jogador aumenta o seu corpo de forma não natural e não é consequência do movimento do corpo.
É importante destrinçar que um toque acidental com a mão que pode levar um colega ou o próprio jogador a marcar um golo deixará de ser falta. A regra entrará em vigor a partir de 1 de Julho de 2021, porventura depois do Europeu.
Acho esta actualização muito importante. Anteriormente sempre que a bola ia à mão ou ao braço de um jogador era falta. A partir de agora será diferente e ainda bem.
Está em estudo a norma Wenger sobre o fora-de-jogo, em que o avançado pode estar ligeiramente adiantado, mas a parte do seu corpo com que pode marcar golo ( por exemplo o pé) esteja em linha é considerado que está em jogo. Eu acho muito bem, tiram-se foras-de-jogo ao milímetro e desvirtua completamente o jogo. Uma coisa é a utilização do VAR, outra é ver-se fora-de-jogo a 3D ou 4K. Deve haver rigor, mas tudo que é demais é moléstia.
Penso que, toda a gente está de acordo com a possibilidade de um jogador ter o infortúnio de ter uma comoção cerebral num lance de jogo e poder ser substituído, mesmo estando esgotadas as substituições. Uma pancada na cabeça é algo que se deve ter todas as cautelas.
Por fim, manter a possibilidade de poder continuar-se a fazer 5 substituições, tendo em conta o esforço provocado nos jogadores, por muitos jogos seguidos, pelo calendário apertado provocado pela pandemia.
Eu estou de acordo com Gianni Infantino, presidente da FIFA, quando diz, "nunca vou falar mal do VAR", todavia há coisas que se podem melhorar.
Acho que a decisão final deve ser sempre do árbitro, mas reconheço que pode haver algum equívoco na sua interpretação. A utilização do VAR tem ajudado a tomar decisões mais correctas e de acordo com a verdade desportiva. Porém, o tempo perdido com o VAR é excessivo e quebra o ritmo de jogo.
Sou a favor que o futebol se adapte às novas tecnologias, mas as mudanças não devem ser frequentes e bruscas. Não se pode andar sempre a mudar. O futebol precisa de alguma estabilidade quanto às suas regras, pode e deve haver reajustes e melhorias tendo em conta o que se tem verificado, mas não mais do que isso.
Nota: O Porto foi enorme e um exemplo de tenacidade e querer. Pepe um gigante, é o brasileiro mais português que conheço. Ronaldo esteve apático, pode bem mudar de ares, a Juventus não lhe pode dar o que ele quer, daí, deve tentar outro clube. Messi, também, foi à sua vida, sem antes, marcar um golo fabuloso e falhar um penálti. A era dos dois chegou ao fim, mas foi brilhante.
Fundador do Clube dos Pensadores
*escrevo ao abrigo do antigo AO
Por Joaquim Jorge