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Em Espanha aconteceu algo insólito. Ángel Correa, do Atlético de Madrid, marca um golo, mas já não estava em campo, tinha sido substituído. A lentidão na revisão do VAR causou esta situação sem precedentes. Nunca tinha acontecido numa partida de futebol, a comemoração de um golo realizar-se na área técnica e o marcador do golo com um casaco vestido. O VAR ao rever o golo, que tinha sido anulado em primeira instância, foi depois confirmado.
O golo tinha sido anulado e a sua comemoração durou uns instantes dentro do campo, porém, meio minuto depois, Ángel Correa deixou o campo substituído por Carrasco.
O VAR ainda estava a rever o golo. O árbitro Mateu Lahoz fez o gesto da 'tela' no ar e apontou para o círculo central. O golo foi válido e os companheiros correram para a área técnica para comemorar com Ángel Correa, que já estava sentado no banco.
Pierluigi Collina, presidente do Comité de Arbitragem da FIFA, quer que o desempenho do VAR seja mais compreensível para os espectadores. Porém a intervenção do VAR, por vezes, causa confusão e torna as suas decisões insólitas. É importante não andar sempre a alterar as regras do jogo.
O objetivo deve passar por garantir que as leis do jogo sejam preservadas, respeitando as tradições do futebol, bem como a sua realidade internacional.
Por favor deixem o futebol em paz, não estejam sempre a alterar as coisas, deixemos que o tempo nos ajude a tomar as decisões certas para uma evolução serena e eficaz.
As constantes mudanças nos regulamentos, o número abusivo de jogos que são disputados prejudicam o futebol.
o VAR existe para ajudar as decisões do árbitro não existe para substituir as suas decisões.
Por favor não toquem no futebol, em vez de evolução há uma ressignificação.
Não se pode mudar questões práticas e símbolos profundamente enraizados.
Tem que se aplicar no futebol as novas tecnologias com inteligência e honestidade, mas também, cuidar dos jogadores como matéria-prima valiosa, como diz Carlos Ancelotti.
É tão simples, mas parece muito complicado. Não destruam a beleza e essência do futebol.
Não se pode perder no futebol o seu poder sentimental, cultural e de aproximação dos povos.