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O Bayern de Munique sagrou-se campeão europeu e de forma merecida. Em edições anteriores num confronto com o Real Madrid foi eliminado, mas ficou sempre a sensação que houve interferência do árbitro, agora, com o VAR seria mais difícil isso acontecer.
A forma como derrotou o Barcelona, com personalidade, nunca se intimidando com a presença de Messi, relegando-o para uma posição secundária e sem capacidade de reacção.
Este Bayern parece um Panzer que funciona como um rolo compressor que leva tudo à sua frente.
Para esta vitória contribui de forma indelével o seu treinador Hans-Dieter Flick, mas sobressai neste conjunto Müller.
Ao longo dos anos, grandes jogadores passaram pelo Bayern de Munique, mas Müller manteve-se sempre na equipa, teve muitas ofertas tentadoras, mas sempre quis ficar no seu Bayern e ajudar à sua maneira. Actualmente a maioria dos jogadores, para não dizer todos, funcionam à base de contratos e dinheiro, todavia Müller não é assim. Aconteceu com Totti na Roma e são casos raros.
Tem um jeito especial para derrotar argentinos, antes pela selecção alemã, agora pelo Bayern em que desfez o Barcelona com o seu jogo atrás do avançado, funcionando como um falso nove.
Atrevo-me a dizer que Müller merecia já ter vencido uma Bola de Ouro, mas tem o azar de ser da geração de Messi e Ronaldo. Müller é um jogador original e diferente, expressa-se de uma forma especial sem inventar com uma capacidade de leitura de jogo fenomenal, consegue expressar-se de uma maneira tal que a sua equipa beneficia sempre. Disciplinado, imprevisível, rigoroso, às vezes caótico, mas sempre perigoso.
Müller não joga à frente, nem atrás, mas atrás do ponta de lança
Desde os 17 anos a sua performance é de um golo cada 2,5 partidas e completa uma assistência em cada três.
Na final contra o PSG não se notou tanto, mas contra o Barcelona fez uma portentosa exibição.
Müller voltou e com isso ajudou o seu Bayern de Munique a vencer a sexta Liga dos Campeões.
Müller não é Messi nem Ronaldo, mas tem enormes virtudes, poder-se-á dizer que é um jogador difícil de catalogar, talvez, indecifrável. Mas, muito importante no Bayern de Munique que se nota quando joga e quando não joga.
Nota: Messi vai sair do Barcelona, de forma pior do que aconteceu com Ronaldo. Ronaldo muitos adeptos criticavam-no e não aceitavam a sua forma de ser e de estar. Porém, agora, choram a sua ausência. Messi teve e tem muitos adeptos do lado dele, mas as coisas estão a modificar-se. Ronaldo saiu a bem, Messi sai a mal.
Fundador do Clube dos Pensadores
*escrevo ao abrigo do antigo AO
Por Joaquim Jorge