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O mercado ficou louco depois que o PSG comprou Neymar por 222 milhões de euros. Neymar tem tudo para ser o melhor, mas não tem cabeça, é hábil, veloz, imaginativo, mas também quer ser uma estrela pop. O seu pai não ajuda nada, antes de futebol quer dinheiro, fama e mulheres. Com Neymar o futebol no capítulo das transferências tornou-se imoral e perverso tendo em conta tanta gente com necessidades neste mundo actual, aliás, o futebol é um desporto de pobres com meia dúzia de ricos.
Neymar tem tudo para ser o sucessor de Ronaldo e Messi, mas não vai lá, não assenta e não sabe o que quer. Foi para o PSG para ser campeão da Europa, mas limita-se a ser campeão de França. Agora quer sair, depois a sua vida privada não é exemplar.
Neymar tem que na próxima época afirmar-se de uma vez por todas ou a sua infantilização e dificuldade de crescer nunca o deixarão tornar-se grande. Neymar tem e deve ser notícia pelo que joga, e não, pelas suas lesões e pela sua vida privada com mulheres. Não há ano nenhum que não tenha uma lesão grave que o retire dos campos de futebol.
Neymar está ausente da Copa América, mas Coutinho está na selecção do Brasil à procura do que não fez toda a época em Barcelona. Coutinho luta contra Coutinho.
Foi transferido do Liverpool, em que era imprescindível para se guindar a um patamar mais elevado e, não é que o Liverpool se tornou campeão europeu sem Coutinho.
O Barcelona fica constantemente pelo caminho na prova rainha de clubes. Coutinho custou a módica quantia de 160 milhões ao Barcelona, mas está com dificuldades de afirmação, não é um Neymar, mas é um jogador que quando está bem mentalmente é determinante e criativo.
Qualquer grande jogador para se afirmar não deve ir para o Barcelona, pois Messi seca tudo à sua volta e tudo gira em função da sua pessoa. Para o campeonato de Espanha vai funcionando, mas no resto é um acumular de decepções e percalços.
Para já Coutinho sem Neymar na selecção mostrou credenciais e pode ser que se afirme como alguém que catapulte o Brasil.
Coutinho é mais estável e discreto do que Neymar, os dois completam-se na selecção, mas por agora, Coutinho vai procurar tornar-se relevante e fazer esquecer Neymar.
Por cá, João Félix vai para o Atlético de Madrid por uma verba escandalosa, 120 milhões de euros, mas não sei se vai vingar na guarda pretoriana de Simeone.
Era preferível ficar mais um ano para a sua maturação, espero que não se torne um Renato Sanches em versão espanhola.
O futebol é algo diabólico que convém perceber que tanto se está na mó de cima, como de repente se fica na mó de baixo.
Todavia o dinheiro fala mais alto e essa é a base do futebol actual.
Fundador do Clube dos Pensadores
*escrevo ao abrigo do antigo AO
Por Joaquim Jorge