_

Nova FIFA de Infantino

Esperemos que a FIFA depois da eleição de Gianni Infantino se torne mais arejada e o pronúncio de uma nova era. Recentemente escrevi neste espaço sobre a corrupção no futebol e corrupção na FIFA.

Esperemos que Maradona não tenha no futuro razão ao apelidar Gianni Infantino de "traidor". Acrescentando: "não se pode passar de remover as bolas dos sorteios dos jogos, e logo de seguida, presidir à FIFA". A verdade é que venceu. Mas não deixa de viver com o estigma de ter pertencido a uma estrutura com uma cultura de liderança conivente com práticas corruptas. Foi um homem da mão de Platini, que está indiciado por ter aceitado luvas.

PUB

Gianni Infantino, suíço de pais italianos, só chegou a presidente por impedimento do presidente da UEFA, Michel Platini (suspenso pelo comité de ética da FIFA) e renúncia do presidente da FIFA, Joseph Blatter, em virtude, da detenção de vários dirigentes e à acumulação de suspeitas de subornos e corrupção.

O futebol e a FIFA passaram por momentos tristes e de crise. É necessário mais transparência, fazer reformas e melhorar a sua gestão ao nível de administração. Devolver o futebol aos adeptos e acabarem com as broncas e cambalachos de colarinho branco.

Esperemos que Infantino que foi eleito para acabar com o período de mandato caótico e de corrupção de Joseph Blatter, consiga melhorar a imagem da FIFA e recuperar a sua credibilidade. Para já, deu um sinal democrático ao estabelecer limite de mandatos: 3 mandatos de três anos. O presidente da FIFA não pode estar no cargo mais de 12 anos seguidos.

PUB

A FIFA deve reduzir os gastos, se tem receitas de 5.000 milhões euros, deve reverter parte desse dinheiro para as federações e apoiar a formação de jogadores e propiciar a criação de infra-estruturas. O futebol deve no futuro ser tão bem jogado na Europa, como na América do Sul, China, etc. Deve ser um futebol total, global e limpo. Já chega de tanta sujidade. O futebol mundial nestes últimos anos converteu-se numa agremiação de comissionistas que punha em leilão a concessão de mundiais e a construção de estádios de futebol.

O futebol deve separar a política dos negócios, e acima de tudo, os grandes protagonistas devem ser os jogadores - verdadeiros artistas que enchem estádios e fazem receitas fabulosas. Mas tudo dentro da legalidade, e não, num quadro purulento e de favores. Espero que a insinuação de Maradona ao dizer que Infantino quis ser presidente da FIFA para se tornar um milionário, seja descabida e uma pataratice.

Infantino tem experiencia de seis anos na UEFA como secretário-geral, e isso, pode ajudá-lo a resolver os problemas no futebol mundial. Há um misto de optimismo e cepticismo, na sua eleição.

PUB

O futebol deve deixar de estar envergonhado. Para já o programa de Infantino vai no sentido da regeneração. Infantino deve ter em conta que publicar os ordenados e o património de quem dirige, mostra transparência, mas nunca impediu de enriquecer com dinheiro público ou influência política. Vamos esperar para ver.

Nota: A derrota do Real Madrid, perante o Atlético Madrid no Bernabéu, encolerizou os adeptos que finalmente pedem a cabeça de Florentino Pérez. Sempre disse que é o grande culpado de tudo que se passa. É um presidente-empresário que também quer ser treinador.

Por Joaquim Jorge
Deixe o seu comentário
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB