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1 – Portugal estatelou-se contra a Sérvia, por Fernando Santos ser perito em não arriscar e só jogar para o suficiente. O golo madrugador de Renato Sanches, em vez de beneficiar o nosso jogo, parece que o paralisou, no subconsciente dos jogadores passou a estar que o empate chegava. E quem joga para o empate a maioria das vezes perde.
Nota-se que esta selecção e Ronaldo estão em fim de ciclo. Se não conseguirmos ser repescados pelo "play- off " para o Mundial, penso que o treinador e esta geração de jogadores acima dos 35 anos deve dar a vez a jogadores mais novos, inclusive Ronaldo. Fernando Santos já percebeu isso. Foi bonito, foi grandioso, mas acabou.
Porém, enquanto há vida há esperança! Todavia este "play-off" não é como os anteriores, disputa-se num único jogo e não permite erros. Se vencermos o primeiro jogo teremos um segundo jogo. Qualquer falha pode traçar o nosso destino. Tivemos o pássaro na mão, deixamo-lo fugir e vamos ver-nos à nora para o voltar a apanhar. Habituados a sofrer até ao fim. Para já, o Qatar é uma miragem.
2 - Valentino Rossi é uma figura ímpar que extravasa as motas, foi espectacular na sua última corrida, ver no final todos os pilotos à sua volta para se despedirem.
Realmente, custa ver Valentino Rossi partir do MotoGP em que várias figuras quiseram dizer algo sobre este adeus, como Rafael Nadal, Lewis Hamilton, Fernando Alonso, o actor Keanu Reeves, entre outros.
Quem venceu passou para segundo plano. Foi bom não estar Marc Márquez para não estragar a festa, foi o grande culpado de Valentino Rossi não ter vencido o seu 10.º título de campeão de MotoGP, autenticamente roubado para Jorge Lorenzo.
Sem Rosssi, o meu interesse pelo MotoGP desvanecesse, foram muitos anos a ter uma referência e a apoiar Rossi. Agora vou ter um período de nojo e, mais tarde, começar a seguir amiúde Miguel Oliveira.
Fundador do Clube dos Pensadores
· Escreve ao abrigo do antigo AO
Por Joaquim Jorge