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Portugal venceu a Bósnia por 3-0, com um Bruno Fernandes em grande e um Ronaldo a jogar para a equipa e a ajudar com humildade. A sua presença só por si, impõe respeito e cria espaços. Diogo Costa esteve em grande e saúda-se o seu regresso.
Não sei por que Pepe não jogou e não gostei dos assobios a Otávio. Esta rivalidade Benfica - Porto passa o limite do admissível para pessoas racionais e não tem jeito nenhum.
Os jogadores, naquele momento, representam Portugal - a nossa selecção nacional -, não representam clubes.
Este fundamentalismo está enraizado na nossa sociedade e no desporto. És do Porto não podes gostar de nada do Benfica. És do Benfica nem penses naquela malta do Norte que diz " carago", sempre contra eles.
Num próximo jogo da selecção nacional que se dispute no estádio do Dragão, jogador do Benfica que entre, já sabe que os portistas vão dar o troco e irá ser assobiado.
Temos que defender o civismo no desporto com o nosso exemplo. Não podemos deixar destruir o bom ambiente que existe na selecção nacional. Ignorar estas atitudes é um erro, o presidente da Federação Nacional de Futebol, Fernando Gomes deveria tomar uma posição pública de repúdio, assim como, o responsável governamental pelo desporto, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Correia.
Quem cala consente. Não aceito que um jogador que representa a selecção nacional seja assobiado por entrar na partida para representar o nosso país.
Primeiro Portugal, a nossa selecção nacional, só depois os clubes. É por isso, que sou um adepto incondicional da nossa selecção. Quero lá saber de que clube são! Estão ali, foram escolhidos, o nosso dever é apoiá-los. Um clube não é o país. Um país é todos os clubes e todos os jogadores: os convocados e os outros.
O jogo para lá do resultado que nos coloca numa posição confortável, Portugal não sofreu golos, o que é muito bom. Roberto Martínez quando chegou, mostrou ser um excelente condutor de homens, a recuperação de Ronaldo, dar-lhe a importância que merece e o apaziguamento nas tensões exigentes mostra que tudo está encaminhado para irmos ao Euro 2024.
No futebol, tudo é possível, e quando se trata de ter em campo Ronaldo, ainda mais. Um adepto driblou a segurança do estádio, abraçou e beijou os pés de Ronaldo e, ainda, teve tempo de realizar a mítica celebração do "Siuu". Porém Ronaldo, apesar de jogar o tempo todo não marcou.
Porém, esta terça-feira contra a Islândia, Ronaldo marcou o golo e foi muito bom, na sua 200.ª internacionalização, deu-nos uma vitória que nos coloca muito próximos do Euro 2024. Pensávamos que a Bósnia seria o nosso adversário difícil, mas temos atrás de nós a Eslováquia e temos que fazer pela vida, no dia 8 de Setembro.
Depois, de tudo que se passou com Ronaldo e se tem dito, este golo levanta-lhe a moral e mostra que ainda pode ser muito útil.
Apesar de não ter feito um bom jogo, lutou, correu e empenhou-se para vencermos.
A sua ambição, o empenho, o trabalho e a persistência perante as adversidades superando-as pela crença e acreditar que é possível. Um exemplo de querer e vontade, sem nunca baixar os braços.
Não deixa de ser sarcástico e irónico, no dia em que Ronaldo ajuda Portugal a vencer e poder chegar ao próximo Europeu, Fernando Santos perde e afunda-se, com a Polónia a perder o comboio do apuramento.
Por Joaquim Jorge