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Joaquim Jorge
Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Robinho

O futebol tem uma imagem de grandes jogadores que ganham muito dinheiro, mas não é bem assim. É uma minoria que se torna milionária e se tiver juízo fica bem na vida.

O reverso da medalha também acontece. Chamou-me à atenção Robinho, jogador brasileiro que jogou no Real Madrid e que Pelé chegou a considerar o seu sucessor.

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Robinho tem uma história que teve um fim dramático. Voltou ao clube que lhe deu o ser – Santos, mas a cobrar o salário mínimo ao mês (230€).

O final desta história é o que não deve ser exemplo para outros futebolistas. Jogou no Real Madrid, depois foi para o Manchester City, a seguir para o Milan. Pelo meio houve um escândalo sexual, acusado de violação e condenado a nove anos de prisão em Itália e refugiou-se no Santos para relançar a sua carreira.

A partir daí foi sempre a descer e de forma errática não parando em lado nenhum. Em seis anos jogou em seis clubes diferentes:  Santos, Guangzhou Evergrande (China), Atlético Mineiro (Brasil), Sivasspor e Basaksehir (Turquía), antes de regressar de novo, ao Santos.

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Robinho tem 36 anos e o tempo não volta para trás. Não podemos esquecer que Robinho tem mais de 100 internacionalizações e diversos títulos. Todavia não foi campeão como deve ser um futebolista.

Um futebolista para singrar depende de muitos factores. Ronaldo para chegar onde chegou teve Alex Ferguson que gostava imenso dele, mas também de Carlos Queiroz como adjunto no Manchester United. A sua vinda para o Real Madrid no início foi periclitante, mas a chegada de Mourinho foi um sopro de estímulo e de vontade de ser o melhor.

Um atleta para chegar a um patamar elevado precisa de motivação, ter uma boa relação com o treinador e os colegas. Recordo-me de Jardel nos seus tempos áureos no Porto, cada vez que Drulovic lhe colocava a bola teleguiada na cabeça e resultava golo, dava-lhe uma prenda. A sintonia entre Drulovic e Jardel foi determinante para a explosão de Jardel.

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Infelizmente Robinho não é um exemplo de vida, mas Ronaldo é, assim como, Nadal que venceu este fim-de-semana a sua 13.ª final em Roland Garros, LeBron James que se tornou campeão na NBA pelos Lakers e Hamilton com o seu 91.º triunfo igualando Michael Schumacher.

Fundador do Clube dos Pensadores

*escrevo ao abrigo do antigo AO

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Por Joaquim Jorge
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