Este Mundial está de forma indelével preparado para que Messi consiga finalmente, o seu sonho de vencer um campeonato do Mundo e igualar Maradona, quando a Argentina levou a taça em 1986.
No jogo contra a Holanda, agora chamada Países Baixos, Messi provocou o público fazendo orelhas, foi tirar satisfações com um jogador adversário, chamou-lhe nomes, questionou o árbitro espanhol Mateu Lahoz e, ainda, teve tempo para dizer mal do treinador dos Países Baixos Louis van Gaal.
Se Ronaldo tivesse tido este tipo de atitudes e comportamentos estava crucificado, mais uma vez.
A Messi nada aconteceu, antes pelo contrário, o árbitro Mateu Lahoz foi afastado de candidato a apitar a final.
No jogo contra a Croácia, Messi esteve calmo, o árbitro italiano Daniele Orsato cometeu um erro clamoroso ao assinalar penalty e traçou o destino do jogo.
Em relação ao jogo de Portugal – Marrocos ninguém entende como é possível colocarem um árbitro argentino, a dirigir um jogo de Portugal, sabendo-se da rivalidade Messi-Ronaldo, estando ainda a Argentina em prova.
A FIFA mudou de chefias por corrupção, saíram o sr. Joseph Blatter e Platini, mas Giovanni Infantino parece seguir as pisadas dos seus antecessores, cedendo à pressão dos petrodólares para realizar um Mundial no Qatar atípico e inatural, com peripécias condenáveis.
Por cá, o rescaldo da nossa eliminação dividiu Portugal em dois Ron|aldo.
De um lado, quem é por Ronaldo, do outro lado, quem não é por Ronaldo. Eu tenho a minha opinião procurando ser isento, tendo inclusive criticado muitas vezes Ronaldo. Mas, não tenho dúvidas que a maioria dos portugueses está com Ronaldo e aceita que continue na selecção.
Fernando Santos deve sair da selecção nacional, chegou onde chegou com a ajuda de Ronaldo, deve cair com ele, mas está a tentar escapulir-se, à moda portuguesa em que os outros são sempre os culpados.
Fernando Santos construiu a selecção em volta de Ronaldo, porém, neste Mundial a ruptura foi notória, ao relegá-lo para o banco de suplentes.
Fê-lo uma vez contra a Suíça e correu bem, mas a seguir contra Marrocos correu mal, tem que, daí, tirar as devidas ilacções. Fernando Santos é um dos maiores responsáveis pela eliminação de Portugal.
Por uma questão de princípio, valores e postura devia ter colocado o seu lugar à disposição ( ainda tem contrato) e ir à sua vida. O abono de família desta selecção, até agora, foi o Ronaldo. O que Fernando Santos fez não foi bonito, mas sórdido. Mandar não custa, mas é preciso saber mandar.
Se o queria fazer deveria tê-lo feito antes da convocatória. Não foi acertado tirar o tapete a quem o ajudou a manter-se no cargo tanto tempo.
José Mourinho é a pessoa indicada para ficar à frente da selecção, não sei se está para aí virado e a Roma o permite, mesmo acumulando funções.
Se Mourinho não aceitar, gostava de ver como treinador da selecção nacional, André Villas-Boas ou Carlos Queiroz.