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No dia 20 de Março, no próximo domingo, começam as corridas de motos da temporada 2016. O campeonato do Mundo de MotoGP começa no Qatar no circuito internacional de Losail. Vou seguir Valentino Rossi e Miguel Oliveira na Moto 2.
O MotoGP arranca, mas não nos podemos esquecer do que se passou o ano passado. Valentino Rossi foi vice-campeão, liderou a classificação desde a primeira até à última corrida. Perdeu o título depois de protagonizar o polémico episódio com Marc Márquez na Malásia. Foi castigado e teve que sair da última posição da grelha de partida na última corrida.
Rossi a maior figura do circo da MotoGP, que o motociclismo muito deve do interesse e exposição mediática, rivalizando com o futebol e superando a Fórmula 1. No dia que abandonar, estando a pensar fazê-lo daqui a dois anos, não tenho dúvidas, que o interesse por esta modalidade cairá brutalmente.
Pelo que se passou, o ano passado, não ilibo Rossi do, "chega para lá" a Marc Márquez, mas tem a atenuante de ter sido provocado e impossibilitado de perseguir Jorge Lorenzo. Isto é, Marc Márquez, que já não podia disputar o título, deveria ter facilitado a vida a Rossi, todavia complicou-a e mostrou não ter fair-play. Quando Rossi diz que Márquez tudo fez para que não fosse campeão é uma acusação fundamentada. Não tenho dúvidas, que Márquez queria que Rossi perde-se e fosse vencedor Jorge Lorenzo, seu compatriota espanhol.
No desporto, em geral, temos tendência para apontar o dedo a quem reage a uma provocação ou a várias provocações. E, não ligamos ou damos a devida importância, do porquê de um atleta reagir.
No futebol, um jogador depois de sofrer várias faltas maldosas e graves, durante uma paragem de jogo, faz o gesto com os braços "chega para lá". O árbitro nesta situação tem tendência para penalizar os dois: quem provocou e quem reagiu. Mostra o cartão amarelo aos dois jogadores. Mas por vezes, até expulsa o jogador que reagiu a uma entrada excessiva. Contudo está mal, quem provocou e fez jogo perigoso é que deveria ser penalizado. Ninguém é de ferro e depois de várias provocações é normal e natural um jogador reagir. Todavia deve-se entender, as causas e as razões, de uma reacção.
Foi excatamente o que aconteceu entre Rossi e Márquez. Rossi queria ir em perseguição de Lorenzo, Márquez que já não tinha nada a perder ou a ganhar, na contenda do título, deveria ser-lhe indiferente, mas não facilitou a ultrapassagem e chegou ao ponto, de sucessivamente voltar a ultrapassar Rossi. Neste caso tomou partido por Lorenzo que seguia na frente. Rossi desesperado para não perder tempo teve aquela reacção intempestiva.
Rossi na entrevista à "La Gazetta dello Sport " teve um discurso agressivo e não enterrou o macho de guerra. Rossi não perdoa a Márquez o que fez. A relação de cordialidade e admiração mútua, passou à indiferença e ao ponto de não se cumprimentarem.
Vamos ver a sua postura em pista a mais de 300Km/h. Como Rossi pretende renovar com a Yamaha até 2018, a relação com Lorenzo não é tão radical, mas passará unicamente pela base profissional.
Lewis Hamilton, recente campeão mundial de Fórmula 1, que é fã do MotoGP aposta em Rossi. Eu também sabendo de antemão que numa volta não consegue ter o melhor tempo, mas em corrida é muito consistente e um verdadeiro génio na leitura como deve correr: acelerar, ultrapassar; travar; esperar;etc..
Este domingo , vamos ter emoções fortes em duas rodas.