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Zidane foi um jogador fabuloso ombreava com Figo o protagonismo, no Real Madrid. Habituei-me a gostar dele, calmo, sereno e introvertido, mas de vez em quando, passava-se como a cabeçada em Materazi.
Vai abandonar o Real Madrid, perspicaz antes que o mandem embora ele sai pelo seu próprio pé. Em 2018, fê-lo com classe, agora a mesma coisa. Ainda há um jogo para disputar, para ver quem é campeão, mas não depende somente do Real Madrid. O Atlético de Madrid só depende de si próprio.
Zidane sabe que outra coisa que não sejam títulos e vitórias em Madrid, o crivo da continuidade está traçado.
Em 2018, saiu perdoando anos de contrato. É uma pessoa singular e um profissional que não vê só dinheiro, mas prima pelas relações entre as pessoas. Sai, mas fica sempre a sensação que pode, um dia, voltar. As portas nunca se fecham para Zidane no Real Madrid.
Como Zidane diz e bem: "há momentos que temos que estar e outros em que temos que ir para bem de todos".
Zidane abandona Madrid com 11 títulos, podendo ser 12 se vencer o campeonato este fim-de-semana.
O seu amor incondicional ao Real Madrid é notório, nunca treinou outro clube. Como jogador jogou em vários clubes, entre outros, a na Juventus.
A orfandade de Ronaldo é evidente. Zidane tinha uma relação privilegiada com o português, a saída de Ronaldo marcou uma viragem de ciclo concretizada agora, com as possíveis saídas de Sergio Ramos, Varane, Marcelo e Isco.
Ter ficado pelo caminho nas meias-finais da Champions foi doloroso e, se não vencer o campeonato, também. Como diz Mourinho, "o segundo classificado é o primeiro dos últimos".
Com a pandemia o futebol mudou muito com evidente contenção de salários. O futebol sem público sobrevive, mas não é a mesma coisa e o público tem uma quota parte nas receitas tão importantes para os clubes.
Fundador do Clube dos Pensadores
*escrevo ao abrigo do antigo AO
Por Joaquim Jorge