Clube dos pensadores

Joaquim Jorge
Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Roger Federer

Reconheço que aprecio sobremaneira jogadores para lá dos 30 anos. Seja no futebol, admiro Francesco Totti, segui a carreira de Roberto Baggio. Em Portugal acompanhei com interesse a saída de Fernando Gomes, bi-bota de ouro do Porto e a sua passagem pelo Sporting já com 35 anos.

Seja no ténis, acompanhei e torcia sempre por Jimmy Connors que com 39 anos ainda era dos melhores e teve das carreiras mais longas do ténis.

Com Roger Federer admiro a sua elegância e a classe que deixa no court. Com 35 anos é um ídolo e é muito importante, a sua presença para o ténis mundial. O circuito sem ele não é a mesma coisa. O ténis deve-lhe muito como propaganda e interesse pela modalidade.

Roger Federer está de volta e parece que renasceu. Depois de uma ausência de seis meses por lesão, a sua presença no Open da Austrália despertou enorme curiosidade.

A partida perante Tomas Berdych era fulcral e um teste para estar de volta em grande, estava em causa o seu futuro no circuito. Uma derrota na terceira ronda do Open da Austrália atirava Federer que é actualmente 17.º para lá dos 30.º. No futuro teria um quadro mais duro para chegar a uma final e faria perigar a sua condição de cabeça-de-série num Grand Slam.

Federer venceu Berdych em três sets (6-2, 6-4 e 6-4), com uma percentagem impressionante de 95 % de pontos ganhos no primeiro serviço. Só ao alcance de um superdotado como Federer.

A seguir Roger Federer venceu Kei Nishikori em cinco sets (6-7 (4), 6-4, 6-1, 3-6 e 6-3), ampliou o recorde que já era seu, em presenças nos quartos-de-final de torneios de Grand Slam: agora são 49. Em 13 dos últimos 14 anos Federer chegou a esta fase do torneio. Outro recorde que ampliou, após, este triunfo foi o de número de vitórias em Grand Slam: agora são 311 vitórias.

O senhor que se seguiu Zverev foi despachado por (6-1,7-5 e 6-2). Alcançou a sua 41.ª semi-final em Grand Slam, feito notável. Alcançou as meias-finais e o adversário seguinte chamava-se Stan Wawrinka, por sinal, seu colega e também suíço.

Uma semi-final emociante. Esteve a vencer por dois sets, mas Wawrinka igualou e só no quinto set conseguiu vencer (7-5, 6-3, 1-6, 4-6 e 6-3). Agora, temos a final e ver se recupera do esforço. Federer é uma lenda viva do ténis e que bate recordes atrás de recordes. O maior de todos é a sua longevidade no topo.

Os anos passam mas a paixão e a elegância continuam. Federer joga com uma nova raquete, mais leve e ligeira, com uma superfície maior, em que aumenta a capacidade da zona de impacto para a bola sair, com mais velocidade.

É importante atenuar a sua idade e consequente desgaste físico, pelo uso de novas técnicas no seu equipamento. Todavia mentalmente está em grande e o vencer ajuda imenso. Federer é um desafiador e um vencedor que desafia a sua própria idade.

Apesar de Mats Wilander querer caras novas numa final eu gostava de ver uma nova final entre Nadal e Federer. Federer já lá está, falta Nadal.

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