Joaquim Jorge

Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Benfica-FC Porto

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Ambiente fantástico, antes do começo do jogo, que foi vivido com enorme intensidade, o jogo que podia definir o título.

A grande novidade na equipa do Porto foi a recuperação de Marega que chegou no limite para ser a referência no ataque do Porto.

No Benfica a ausência de Jonas, que não recuperou de uma lesão, nem sequer se sentou no banco de suplentes. No seu lugar entrou o mexicano Raúl Jiménez, mas não é a mesma coisa.

O Porto mostrou personalidade e entrou a controlar o jogo e a procurar o ataque. O Benfica mais desenvolto, mas com pouca profundidade.

A 1.ªparte foi mais do Benfica, mas a 2.ªparte foi mais do Porto e tudo apontava para um empate quando surgiu o golo maravilhoso de Herrera, o patinho feio que se tornou um patinho bonito.

O Porto com esta vitória fica à frente com 2 pontos, mas são 3, pois, no confronto directo está em vantagem: empatou em casa 0-0 com o Benfica e venceu na Luz por 1-0.

Depois deste clássico faltam 4 jornadas que serão complicadas. O Porto joga com: V. Setúbal (casa), Marítimo (fora), Feirense (casa), V. Guimarães (fora). O Benfica joga com: Estoril (fora), Tondela (casa), Sporting (fora), Moreirense (casa). E nunca se pode descartar o Sporting que joga: Boavista (casa), Portimonense (fora), Benfica (casa), Marítimo (fora). Um campeonato competitivo e interessante a contrastar com o ambiente fora dos relvados.

Não estava à espera que o Porto ganhasse na Luz, na 2.ªparte fez por isso. O golo de Herrera ao cair do pano foi ouro sobre azul. Surpreendeu-me a personalidade do Porto e a forma como jogou na Luz, não é qualquer equipa que o faz.

Tendo em conta as últimas exibições do Benfica e as oscilações do Porto, fiquei com a sensação que o Benfica poderia vencer ou empatar e ficaria dependente de si para ser campeão. Assim não, e o jogo com o Sporting complica, ainda mais, as contas finais.

Fiquei espantado pelo nível do jogo, pela entrega dos jogadores, mas também, pela qualidade da arbitragem. Artur Soares Dias e a sua equipa, com toda esta pressão estiveram irrepreensíveis. Os casos aparentemente polémicos de penáltis: um para o Porto e outro para o Benfica não existiram.

Um jogo que nada teve que ver com as constantes broncas e picardias dos senhores dirigentes que não jogam à bola. Foi pena os desacatos e carga policial no final do jogo, em que a força de intervenção teve que actuar contra os adeptos encarnados.

A diferença neste clássico esteve em Casillas com boas defesas e muito atento e a capacidade de entrega de Marega, em que a sua disponibilidade física são insuperáveis.

A ausência de Jonas, assim como, Krovinovic foram muito notadas, no Benfica. Achei que o Benfica jogou um pouco ansioso e acusou a responsabilidade.

Pinto da Costa que persegue este título merece-o e deve aproveitar para planificar a sua saída em grande. O Benfica com quatro títulos seguidos a caminho do quinto título era uma machadada no orgulho portista.

Tudo leva a crer que o S. João voltará a festejar-se mais cedo na Av. dos Aliados. O Porto gastando pouco dinheiro, em modo serviços mínimos, pode tornar-se campeão. Isso deve-se à capacidade de Sérgio Conceição de gerir e relacionar-se com os jogadores, apesar, às vezes, de alguns exageros. Todavia a mística azul está de volta para bem dos seus adeptos.

Para já o Porto está na frente, mas ainda não é campeão.

Nota: O Sporting venceu o Porto para a Taça de Portugal, nos penáltis. Em jogo jogado ficou 1-1. O que prova que este ano o Benfica, Porto e Sporting são equipas que se equivalem e que não há uma hegemonia de uma delas.

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