Joaquim Jorge

Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Copa América

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Nesta altura do ano que não há campeonatos nacionais, desligo um pouco de futebol: acompanho o ciclismo, a Volta à França que vai ter início e o ténis em Wimbledon.

Contudo, este ano há a Copa América e vou dando aqui e acolá uma vista de olhos pelos jogos. Tive pequena que a Colômbia de Carlos Queiroz fosse eliminada, depois de ter vencido a Argentina por 2-0.

A Copa América é o parente pobre, em relação ao futebol europeu, apesar de ter muitos jogadores sul-americanos a jogar na Europa. Joga-se mais em força, sobra coragem, mas falta estratégia, corre-se mais e há menos espaços, há mais contacto físico e tácticas destrutivas, algumas com uma sofisticação invulgar para o futebol europeu. O jogo, por vezes, é pouco atractivo e com muitas paragens.

Há jogadores, na Copa América, que nada têm que ver com a sua forma de jogar nas suas equipas europeias. Não é só Messi, Agüero, Fernandinho, Otamendi, etc. Parece um problema de confiança e atitude. Ao contrário, há outros como Alexis Sánchez que jogam melhor e ganham uma confiança extra ao jogar pelo Chile. Outro caso, é o de James, talvez pela forma como o deixam jogar, mais liberto e com criatividade para desequilibrar e fazer a diferença. Os dois transformam-se em jogadores decisivos que pedem a bola e demonstram que querem vencer, ao contrário, nos seus clubes são algo tímidos, parecem desinseridos e desamparados.

Esta quarta-feira de madrugada vi o Brasil – Argentina e surpreendeu-me a Argentina e o próprio Messi, perderam 2-0 mas foi o melhor jogo que fizeram na Copa América.

Messi, decididamente, não tem sorte pela sua selecção, há um estigma e uma espécie de maldição que o persegue.

Este encontro se a Argentina vencesse seria a redenção de Messi, mas gorou-se apesar do seu espectacular remate ao poste, no final da 1.ªparte e duas ou três arrancadas à Messi.

Messi tem algumas moléstias no púbis, mas não se notou nada, o seu tecnicismo foi prejudicado pela irregularidade dos campos de futebol e as arbitragens deixarem fazer anti-jogo descarado.

Um jogo de futebol é algo belo, com trocas de bola entre os jogadores, com avanços e recuos, não é, com aglomerados de jogadores em cima do árbitro e constantes paragens de jogo que se tornam fastidiosas e leva ao desinteresse.

Com esta nova decepção, Messi já não terá muitas oportunidades de vencer algo pela Argentina. Esta derrota de Messi relançou a luta pela Bola de Ouro que consagra o melhor futebolista, Ronaldo reentra nesta discussão, em virtude, de ter tido um final de época muito melhor do que Messi, venceu a Liga das Nações.

 

Fundador do Clube dos Pensadores

*escrevo ao abrigo do antigo AO

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