Joaquim Jorge

Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

US Open

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Gosto de ver um bom jogo de futebol, mas não perco uma excelente partida de ténis. Estive na final do Estoril Open 2019 e vi o grego Tsitsipas vencer de forma categórica.

Um Grand Slam é especial, não há muitos, são 4: Open Austrália; Roland Garros; Wimbledon; US Open. Todavia o US Open é grande em tudo, principalmente pelos prémios.

Li, há tempos, no Record que o US Open vai distribuir 57 milhões de dólares (50,8 milhões de euros) em prémios monetários, tornando-se o torneio de ténis com os prémios mais elevados da história. Os vencedores dos quadros individuais masculino e feminino vão receber 3,85 milhões de dólares (3,43 milhões de euros).

Tem-se a ideia que o ténis é um desporto praticado por meninos educados e o futebol é um desporto praticado por meninos malcriados.

Na entrega do prémio do melhor jogador da UEFA, Ronaldo esteve muito bem ao convidar, de novo, Messi para um jantar. A rivalidade dentro do campo, fica nas 4 linhas e cá fora todos podem ser bons amigos.

A saída de Ronaldo do Real Madrid e do campeonato espanhol atenuou a rivalidade e mostrou que Messi e Ronaldo podem dar-se bem e ter uma relação normal.

No ténis todos sabemos da boa educação de Federer, Nadal ou Djokovic, porventura, porque vencem quase sempre. Contudo há um Kyrigios que, algumas das diatribes de futebolistas à beira das que faz, parecem de meninos de coro. Uma das últimas cenas foi cuspir para um árbitro.

Mas, para além, deste prodígio que é Kyrigios, que tem tanto de genial como de insolente e louco.

Medvedev com uma cara de santo não deixa de ter os seus casos inacreditáveis e tornou-se um seguidor de Kyrigios.

Já foi desclassificado por comentários racistas, foi expulso de um torneio por questionar a imparcialidade do árbitro, alegando que estava a beneficiar o adversário, multado por lançar moedas a um árbitro, entre outros.

No US Open na partida contra Feliciano López pôs o dedo do meio da mão em riste do lado da cabeça para a bancada se aperceber, arrancou uma toalha das mãos de um apanha-bolas e atirou-a ao chão de forma ofensiva.

Kyrigios é irrascível e não leva o ténis a sério, pode fazer uma noitada no dia anterior a uma partida de ténis importante. É capaz do melhor e do pior.

Medvedev é uma promessa, só tem 23 anos, este ano é o tenista com mais vitórias (47) que podem aumentar no US Open, mas também é o bad boy.

Como se vê não é só o futebol que há actos de indisciplina, o ténis também tem os seus protagonistas.

 

Fundador do Clube dos Pensadores

*escrevo ao abrigo do antigo AO

 

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