FC Porto-Benfica
Já passou quase uma semana, o Porto e o Benfica foram eliminados da Taça da Liga, já tudo quase foi dito, mas vou abordar e jogo Porto- Benfica, para o campeonato noutra vertente.
Não tenho por hábito seguir os jogos do futebol português, vejo a espaços, alguns jogos que me despertam interesse, prefiro seguir a Premier League e o Calcio, jogam lá muitos portugueses que aprecio. Um Porto- Benfica é sempre um jogo a seguir com algum proveito. Vi, recentemente, o Benfica – Porto e gostei da postura do Porto.
Mostrou personalidade e sabia o que estava a fazer, tacticamente Sérgio Conceição manietou Jorge Jesus.
Neste Porto- Benfica tirando os golos e uma outra fugaz jogada foi pobre e com pouco interesse. O jogo acabou empatado (1-1), e o Porto a jogar com menos um.
O segundo tempo foi o pior que há no futebol português, picardias, paragens de jogo, discussões e indisciplina.
O discernimento e a qualidade de jogo baixaram significativamente. Pizzi que devia ter sido expulso, estava a jogar no red line, atingiu Sérgio Oliveira com a bola, logo a seguir, um sururu habitual no futebol português, à moda da América Latina com ajuntamento de jogadores e confusão, a tirar satisfações uns dos outros e a pressionar o árbitro.
Pepe levou um empurrão de PIzzi e caiu no solo. Mas como sempre no futebol paga quem faz e quem vai lá. Isto é, quem começou foi Pizzi, mas depois apareceu Pepe e levaram os dois cartões amarelos. Pepe não é um santo, e muitas vezes é o provocador, mas desta vez, como capitão abeirou-se do árbitro. No futebol há algo que não consigo entender, um jogador provoca e faz, mas o que sofre e leva tem que ser manso. Se responder por que foi provocado é admoestado com cartão. Um jogador não é de ferro.
É algo que nunca percebi, mas enfim. No mínimo um cartão vermelho para quem provoca e faz e um amarelo para quem responde. Ou, de outro modo, um cartão amarelo para quem provoca ou faz, sendo grave mas não passível de expulsão e quem responde ou não se fica uma advertência e aviso. Tem que haver distinção entre o jogador que começa em relação ao jogador que responde ou reage porque foi provocado ou empurrado ou sofreu uma falta.
Deste modo, o clássico que tinha tudo para ser um jogo interessante, corrido com movimento e interesse, foi um jogo que se arrastou, com muitos hiatos e sem interesse.
Registe-se que este empate deixou tudo na mesma no campeonato nacional, o Sporting também empatou. O Porto interrompeu uma série consecutiva de vitórias e desta vez Jorge Jesus teve uma estratégia a toda a largura do campo, reforçou o lado esquerdo, Corona é um perigo e um jogador criativo que desequilibra.
Tenho sempre pena dos acontecimentos extra- futebol e da indisciplina, mas um Porto- Benfica é sempre um clássico a seguir. O campeonato está em aberto e isso é bom.
Fundador do Clube dos Pensadores
*escrevo ao abrigo do antigo AO
