Federer
Os meus ídolos estão todos no ocaso, mas Federer teima em manter-se. Depois de uma prolongada ausência por uma artroscopia ao joelho, esteve em grande plano numa superfície que não é a que mais gosta. Porém, foi o próprio Federer a dizer que a terra batida já não é tão lenta e, por vezes, é mais rápida que alguns pisos indoor.
É sempre agradável poder desfrutar do seu ténis, belo, elegante e em souplesse. Federer disputou 3 partidas, o mesmo número que no último ano e meio.
O seu esforço na partida contra Koepfer e jogado bem tarde, fizeram com que decidisse abandonar o torneio de Roland Garros. Essa retirada sem perder, pode ser estratégica e poupar o seu corpo para Wimbledon. Mentalmente foi positivo, pois saiu sem derrotas. Jogar contra Berrettini seria um risco, sendo um adversário de peso e muito forte fisicamente.
Gosto muito de ver jogar Nadal e Djokovic. Nadal parece um jogador de râguebi leva tudo à sua frente com um físico descomunal, já, Djokovic parece um autómato programado, raramente falha e vai sempre a todas.
Porém, Federer é único e um mágico do ténis, quando se retirar não haverá tão cedo alguém igual. Actualmente impera a velocidade e o físico, vê-lo jogar é arte que suplanta tudo.
Espero continuar a ter o prazer de o ver jogar nem que seja a espaços com esta qualidade. Vai fazer 40 anos, mas sabe gerir o seu corpo como ninguém.
Federer é uma lenda viva e tem o respeito do circuito, vamos vê-lo cada vez menos, mas auguro que vai manter um nível ainda muito elevado que passará por jogar somente os torneios de Grand Slam: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e o US Open.
Fundador do Clube dos Pensadores
*Escrevo ao abrigo do antigo AO
