Clube dos Pensadores

Joaquim Jorge
Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Tour

Este Tour teve um canibal, chamado Tadej Pogacar: ninguém teve pernas para o acompanhar. A corrida tornou-se monótona, desinteressante pela vitória final.

Ainda pensei que alguém lhe poderia fazer frente, mas Carapaz dava uns repelões, todavia depois gorava-se as suas tentativas. O que se viu foi Pogacar omnipresente que humilhou a Ineos dos milhões e de muitos corredores do topo.

Valeu a reportagem da Eurosport com os comentadores: Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici, Gonçalo Moreira, José Azevedo e Frederico Bártolo. Conseguem criar um ambiente familiar estando em directo. Estão horas a fio em antena e não é fácil ter a atenção de quem está a ver.

Eu sempre gostei de ver o Tour, altura do ano em que no desporto só há ténis, Fórmula 1 e pouco mais.

Seguir o Tour na televisão, permite-me ter uma bela panorâmica de diversas zonas de França sem sair de casa: monumentos, paisagens fascinantes, entre outros.

O Tour foi dominado pela Eslovénia. Quem diria?! Um pequeno país que se impõe na alta roda do ciclismo internacional. O ano passado dominou Primoz Roglic, até ao contra-relógio final. Foi então que apareceu o furacão Pogacar e arrebatou a camisola amarela num dos Tours mais dramáticos da história do ciclismo.

Este ano confirmou-se que Pogacar não estava para brincadeiras, ganhou quase tudo que havia para conquistar: camisola amarela, de campeão do Tour, a camisola branca, de melhor jovem ciclista em prova, e a camisola das bolinhas vermelhas, para o melhor trepador. Psicologicamente é arrasador para a concorrência.

É evidente se Roglic e Thomas não tivessem caído,  condicionando-os para o resto da prova, as coisas seriam de modo diferente. Já nem falo de Froome e Nibali, meus ídolos que já não conseguem nada com esta nova geração. Pogacar tem 22 anos e vai longe, gosto que ele diga que não aprecia ser comparado a outros ciclistas como Eddy Merckx ou Indurain, cada ciclista tem as suas idiossincrasias.

Agora é esperar pela Vuelta, se estará presente para um confronto com Egan Bernal, que vem de uma vitória no Giro, ou com os favoritos que caíram no Tour.

Para já Pogacar rumou a Tóquio para disputar os Jogos Olímpicos e terá a ajuda de Roglic.

Vou estar atento.

 

Fundador do Clube dos Pensadores

*escrevo ao abrigo do antigo AO

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