Boxing Day
1 – Boxing Day
Depois do Mundial, o futebol retomou a sua tradição na Premier League com o seu Boxing Day. A Premier League retoma os jogos no Natal, antes de qualquer outra liga.
Há um jogador que não o vamos voltar a ver na Premier League, para tristeza minha. Não é um jogador qualquer, mas sim, Cristiano Ronaldo. Perdi um pouco de interesse por esta liga, mas vou procurar acompanhar o Wolverhampton com muitos jogadores portugueses, o Fulham de Marco Silva, o Manchester United nem tanto.
Esta tradição futebolística, em que no dia 26 de Dezembro é o grande dia do futebol na Inglaterra e um grande dia de festa, continua.
Este ambiente festivo do Boxing Day em que os centros comerciais estão cheios e os ingleses dão presentes e fazem doações. Em muitas famílias, os pais levam os seus filhos pela primeira vez ao futebol.
Jogar nestes dias, ainda por cima, depois de um Mundial não é fácil, mas é preciso ver que há os adeptos que adoram estes jogos nesta altura do ano.
O futebol não é só futebol, há muito que deixou de ser somente um desporto e se transformou numa indústria e máquina de fazer dinheiro.
2 - Argentina
A Argentina não soube vencer. Messi, nos quartos-de-final contra a Holanda, provocou o público, foi tirar satisfações com Weghorst, chamou-lhe nomes, questionou o árbitro espanhol Mateu Lahoz, fazendo com que não apitasse a final e, ainda, teve tempo para dizer mal do treinador holandês Van Gaal. Se, tal tivesse acontecido com Ronaldo, este tipo de atitudes e comportamentos, era crucificado. A FIFA nem uma advertência fez.
Na final, contra a França, aquele penalty fantasma sobre Di Maria traçou o destino do vencedor do jogo e dissipou qualquer dúvida. Este Mundial estava feito para Messi vencer de qualquer maneira. No futebol, como na vida mais vale cair em graça do que ser engraçado.
O gesto do guarda-redes da Argentina, Emiliano Martínez usando o troféu para simular um pénis erecto. Lamentável! Os argentinos têm fama de serem insurrectos e de jogo sujo, que o praticam dentro do campo, mas desta vez, continuou fora do campo.
Portugal podia ter feito história, mas tratamos de arranjar problemas e destruir o que foi construído a pulso. O futebol português não foge à regra. Antes, não tinha acontecido, porque Ronaldo mudou essa mentalidade derrotista e transformou-a em vencedora. Mas quiseram assim, é a vida, é a nossa triste sina. Ronaldo foi o menos culpado de tudo que se passou. O interessante é que todos foram para casa, mas Ronaldo continua na mente das pessoas de todo o Mundo.
