Joaquim Jorge

Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Andy Murray

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Sou um fã de ténis e sempre que posso vou ao Estoril Open. Já tenho alguma idade e segui os duelos de Björn Borg  com John McEnroe e acompanhava Jimmy Connors, apesar da sua idade tudo fazia para vencer as suas partidas.

Num passado recente adorava Roger Federer, agora sigo Rafael Nadal a perder fulgor e Novak Djokovic uma máquina, um eterno incompreendido.

Destes todos, resta Andy Murray que tem uma maneira de ser que não apreciava muito, mas lentamente comecei a simpatizar e a segui-lo. Isso deveu-se, quando o britânico tinha previsto retirar-se faz quatro anos com uma lesão na anca, com constantes dores. Teve que colocar uma prótese metálica. Esta prótese chamada resurface (prótese de recapeamento da anca). O prognóstico de voltar em pleno era reservado.

Quando ninguém o esperava eliminou Matteo Berrettini num quinto set e, para a emoção ir ao rubro num super tie-break (nova regra). Estava a perder por 2-0 em sets e foi vencer por 3-2.

Anteriormente, os sets finais nos  Grand Slam duravam até que um jogador vencesse por dois jogos, isso levou a algumas partidas até de madrugada que causavam constrangimentos  na agenda dos jogadores, sem falar nos níveis de fadiga.

Esta nova regra introduzida em 2022 e testada pela primeira vez no Open de França, agora têm um desempate de 10 pontos para decidir todos os sets finais que chegam a seis jogos. 

Andy Murray  teve uma vitória épica sobre Berrettini no Open da Austrália, ambos venceram dois sets e estavam empatados no terceiro set 6-6. No super tie-break Murray venceu 10-6.

Passando à ronda seguinte, contra Kokkinakis foi o seu segundo triunfo consecutivo depois de estar a perder por 2 sets.

Foi incrível como conseguiu superá-lo e nunca deitou a toalha ao chão. Murray já tinha feito isto antes. A sua experiência e a capacidade de sofrimento, aliada a muito " coração" superou novo obstáculo.

Esta partida terminou, depois das quatro da manhã em Melbourne. O desgaste físico acabou por sucumbir, pois já tem 35 anos.

Na ronda seguinte perdeu com Roberto Bautista Agut, mas o público deu-lhe uma salva de palmas de pé. Foi bonito e vamos ter Andy Murray a jogar mais vezes sobre a orientação de Ivan Lendl.

Andy Murray ficou pelo caminho no Open da Austrália, mas disse alto e bom som que podem, ainda, contar com ele e o seu jogo.

 

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