A nostalgia do desporto competitivo
Tenho nostalgia de ver futebol, ténis, basquetebol, ciclismo, MotoGP, Fórmula 1, etc.
No que concerne ao futebol, depois de tanto tempo, os futebolistas querem voltar a jogar e o mais rápido possível. Mas não se pode voltar a qualquer preço e de qualquer maneira.
Agora que parece controlada a situação, o número de contágios e mortes, voltar a jogar será um risco calculado. E, será uma mensagem para os cidadãos, que lentamente e com responsabilidade podem voltar a uma vida, dentro dos possíveis, normal, sempre com afastamento físico, com máscaras e redobrados cuidados com a higiene.
Pessoalmente, acho que há que ter mais um bocadinho de paciência e ter as condições mínimas para que se possa realizar um jogo de futebol. Como diz o provérbio: "a pressa é má conselheira", devemos dar tempo a que se encontre uma boa solução e um bom compromisso.
Consegue-se viver sem futebol, mas pior. É o que sentem 4.000 milhões de adeptos em todo o Mundo, quiçá seja esta enorme massa humana que faz pressão para que o futebol volte depressa.
O regresso do futebol é uma questão de tempo, porém há dúvidas que subsistem. Como se vão efectuar os treinos? Como será a competição?
O futebol por muito que queiramos não vai ser o mesmo. No início, os jogadores não vão ter durante o jogo tantos contactos físicos, vão jogar outro futebol. Quando houver um canto, acho que os jogadores não se vão agarrar, auguro um futebol com menos contacto físico.
O facto de não haver público, os controlos, as concentrações tudo vai ser diferente.
Todo o material utilizado, a começar pela bola, incluindo a relva antes, a meio tempo e depois deve ser esterilizado.
Todo o jogador que competir terá a famosa etiqueta Covid Free, assim como, o estádio por onde circula.
O futebol é acção e está na hora de voltar com rigor e cuidado, mas jogando à bola.
Esta pandemia pode ser a oportunidade de tornar o futebol diferente e procurar um modelo mais sustentável. Como é possível falarmos constantemente em milhões e após um ou dois meses, tantos clubes estejam em risco financeiro e quase todos fizeram grandes cortes?!
A fragilidade e o viverem acima das suas possibilidades é confrangedor e preocupante.
Fundador do Clube dos Pensadores
*escrevo ao abrigo do antigo AO
