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Joaquim Jorge
Fundador do Clube dos Pensadores
30 abril 2020 - 14:44

A nostalgia do desporto competitivo

Clube dos Pensadores

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Tenho nostalgia de ver futebol, ténis, basquetebol, ciclismo, MotoGP, Fórmula 1, etc.

No que concerne ao futebol, depois de tanto tempo, os futebolistas querem voltar a jogar e o mais rápido possível. Mas não se pode voltar a qualquer preço e de qualquer maneira.

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Agora que parece controlada a situação, o número de contágios e mortes, voltar a jogar será um risco calculado. E, será uma mensagem para os cidadãos, que lentamente e com responsabilidade podem voltar a uma vida, dentro dos possíveis, normal, sempre com afastamento físico, com máscaras e redobrados cuidados com a higiene.

Pessoalmente, acho que há que ter mais um bocadinho de paciência e ter as condições mínimas para que se possa realizar um jogo de futebol. Como diz o provérbio: "a pressa é má conselheira", devemos dar tempo a que se encontre uma boa solução e um bom compromisso.

Consegue-se viver sem futebol, mas pior. É o que sentem 4.000 milhões de adeptos em todo o Mundo, quiçá seja esta enorme massa humana que faz pressão para que o futebol volte depressa.

O regresso do futebol é uma questão de tempo, porém há dúvidas que subsistem. Como se vão efectuar os treinos? Como será a competição?

O futebol por muito que queiramos não vai ser o mesmo. No início, os jogadores não vão ter durante o jogo tantos contactos físicos, vão jogar outro futebol. Quando houver um canto, acho que os jogadores não se vão agarrar, auguro um futebol com menos contacto físico.

O facto de não haver público, os controlos, as concentrações tudo vai ser diferente.

Todo o material utilizado, a começar pela bola, incluindo a relva antes, a meio tempo e depois deve ser esterilizado.

Todo o jogador que competir terá a famosa etiqueta Covid Free, assim como, o estádio por onde circula.

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O futebol é acção e está na hora de voltar com rigor e cuidado, mas jogando à bola.

Esta pandemia pode ser a oportunidade de tornar o futebol diferente e procurar um modelo mais sustentável. Como é possível falarmos constantemente em milhões e após um ou dois meses, tantos clubes estejam em risco financeiro e quase todos fizeram grandes cortes?!

A fragilidade e o viverem acima das suas possibilidades é confrangedor e preocupante.

Fundador do Clube dos Pensadores

*escrevo ao abrigo do antigo AO

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