Joaquim Jorge

Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Arbitragem portuguesa tem que melhorar

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Um árbitro é alguém que tem um enorme poder num jogo de futebol, mas deve ter a noção de como o exerce. Um árbitro de que eu gostava muito era do Pierluigi Collina. Está reformado. Mateu Lahoz também apreciava. Gosto de um árbitro que tenha uma postura serena e pedagógica perante os lances do jogo, mas firme. Os árbitros da Premier League, de um modo geral, em caso de dúvida, beneficiam sempre o espectáculo, com poucas paragens e pouco falatório. Aprecio Anthony Taylor e Michael Oliver. Em Portugal gosto da postura de Artur Soares Dias.

O actual limite de idade dos árbitros de futebol está fixado nos 45 anos, podendo prolongar-se até aos 48, caso o CA da FPF. A nova medida de carácter excepcional poderá continuar até aos 50 anos. Acho muito bem, mas sou a favor que não haja limite de idade, desde que um árbitro se encontre bem fisicamente e mentalmente.

Não há limite de idade para um jogador de futebol poder competir, não deve haver limite de idade para um árbitro poder apitar um jogo.

Eu sou um defensor dos árbitros, ganham muito mal para a responsabilidade que têm. Agora com o furacão Arábia Saudita vão a essa liga, ganham bem melhor do que nos seus campeonatos.

Reconheço o quão é difícil ajuizar em fracções de segundo e acertar. Ocorrem tantas jogadas numa partida de futebol e muitas vezes o árbitro é o bode expiatório e o culpado das frustrações dos adeptos do clube que perde.

Defendo o VAR, a honestidade dos árbitros e defendo que todos os intervenientes no futebol moderem a tensão para um jogo de futebol ser mais sereno e jogável sem interferências.

De outro modo, deixaremos de acreditar no desporto e no futebol. Para isso temos que humanizar as decisões com gestos e palavras. Se não está regulamentado, regule-se! A comunicação do árbitro com o VAR deveria ser ouvida em direto, por todos os intervenientes e pelo público, como acontece no rugby.

Os assuntos devem ser esclarecidos quanto a empurrões, rasteiras, mãos na bola, penáltis e agressões. Evitar a confusão para distender a crispação.

As declarações antes do jogo e depois do jogo devem ser ponderadas. Antes e no final do jogo falam todos, menos o árbitro. A arbitragem deveria ter uma assessoria de imprensa de forma a explicar as decisões do árbitro.

No Mundial não esteve nenhum árbitro português, espero que no Europeu tenhamos representação na arbitragem.

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