Joaquim Jorge

Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Barcelona-Real Madrid

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No último sábado sentei-me no meu sofá, para presenciar o clássico Barcelona-Real Madrid. É um jogo, que está sempre em causa, mais que os três pontos. Quando era treinador, José Mourinho dava-me mais gozo, no ano que o Real Madrid foi campeão, foi soberbo assistir à vitória do Real Madrid em Nou Camp.

O efeito mediático deste jogo foi à escala global. Estavam em confronto dois dos melhores jogadores do Mundo: Messi e Ronaldo. E, também, outros tantos, que não lhe ficam atrás.

Este jogo foi transmitido para 184 países e contou com a presença de 693 jornalistas. Quem gosta de futebol não ficou indiferente, este sábado, a esta partida de futebol. É um jogo sempre transcendente e deixa sequelas independentemente da classificação do Real Madrid ou do Barcelona.

Este jogo tinha vários aliciantes: recordar a figura emblemática de Johan Cruyff, ver até que ponto o neófito treinador Zidane se aguentava, se Messi atingia o golo 500.º, por fim, a actuação de Cristiano Ronaldo.

O Barcelona chegou até aqui com 39 jogos sem perder, em contrapartida o Real Madrid claudicava nos seus jogos fora.

Todavia, um pouco surpreendentemente, o Real Madrid cantou vitória e venceu 2-1. Ronaldo apesar de todas as críticas foi um jogador precioso. Não jogou para encher o olho, vindo muitas vezes atrás ajudar os seus companheiros, mas na hora da verdade com uma frieza e uma classe notável sentenciou o jogo.

Não entendo porque Sergio Ramos é um jogador indiscutível e parece insubstituível, depois de ter levado um amarelo no início do jogo não foi substituído. O seu currículo levava a crer que iria ser expulso mais cedo ou mais tarde. A sua expulsão poderia ter comprometido o resultado positivo do Real Madrid.

O Real Madrid com este resultado dificilmente chegará a tempo de vencer a Liga, mas mantém a pressão. Há outro interessado, nesta contenda, que se chama Atlético de Madrid.

Este resultado moralizou a equipa e relançou-a para a conquista da Liga dos Campeões. Não há melhor cartão de visitas para o Real Madrid, do que esta vitória sobre o Barcelona no seu reduto.

O Barcelona passou de invencível em 39 jogos a perdedor com o Real Madrid e terá que se ver com o Atlético de Madrid na Liga dos Campeões.

As coisas podem mudar num ápice. As derrotas não se elegem por decreto e não se escolhem quando queremos, mas o Barcelona terá que reagir rapidamente.

Esta vitória do Real Madrid é um tónico para jogos futuros e o golo de Ronaldo um sinal que é grande e ombreia com Messi em qualquer circunstância e em qualquer local ou partida. Uma coisa é certa, Ronaldo é um jogador decisivo e muito valioso.

Na temporada 2011-2012 com Mourinho como treinador marcou o golo da vitória. Desta vez, o seu golo não valeu uma Liga, mas deu confiança e prestígio.

Ronaldo em jogos grandes e especialmente com o Barcelona dá-se bem. Com o golo marcado sábado é o décimo marcado, em Camp Nou e, mais seis, que marcou em Santiago Barnabéu. Na classificação do melhor marcador na Liga espanhola soma agora 29 golos e Luis Suárez mantém os 26 golos.

Ronaldo não é Messi mas Messi também não é Ronaldo.

Nota: Na Liga dos Campeões, o Barcelona venceu o Atlético de Madrid, mas não, sem a ajuda do árbitro. O Real Madrid, ao perder 2-0 contra o Wolfsburgo, está com um pé fora da Liga dos Campeões.

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