Clube dos pensadores

Joaquim Jorge
Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Bundesliga

Este fim-de-semana recomeçou o campeonato alemão, foi um alívio para todos os adeptos de futebol e para as autoridades alemãs. A Alemanha foi o primeiro país a recomeçar o seu campeonato, depois da pandemia, se algo corresse mal seria um balde de água fria e, faria com que os outros campeonatos mais importantes: o inglês e o espanhol ficassem em stand by. Felizmente que decorreu sem incidentes sérios. A mim chamou-me atenção apenas algumas comemorações quando foi golo, mas absolutamente natural a alegria e, os jogadores ainda não estão mecanizados neste processo de não se abraçarem e tocarem.

O brasileiro Matheus Cunha, do Hertha Berlim, e o francês Thuram, do Borussia Monchengladbach festejaram com os seus companheiros desrespeitaram as orientações para que as celebrações não tenham abraços.

Este Sábado, quando vi os jogos senti uma enorme tristeza. Falta algo ao futebol sem adeptos, falta emoção e sentimento na disputa das jogadas. Se eu nunca tivesse visto jogos com os estádios cheios não notava diferença. Um jogo de futebol sem adeptos é como um jardim sem flores.

O colorido do jogo com os adeptos, o seu barulho, os seus bruaás. Falta o ruído de milhares de vozes e os ruídos distintos e difusos.

Na Bundesliga é o campeonato com mais adeptos, superior à Premier League. Os alemães acudiam em massa aos estádios, para além, do seu poder económico e aquisitivo, os bilhetes são baratos.

Na Bundesliga, nos clubes, existe uma regra 50+1, que impede donos com enorme capital tornarem-se maioritários do clube. Os sócios, para além, de terem voz e o seu voto contar, sentem que têm muito poder.

Mas não há bela sem senão, Dietmar Hopp, multimilionário, dono do Hoffenheim e presidente da empresa de software SAP AG e da farmacêutica CureVac que está a desenvolver uma vacina contra a Covid-19, deu muito que falar quando Donald Trump queria adquirir em exclusivo essa vacina.

Dietmar Hopp é o dono absoluto do Hoffenheim ( 96%), quer na Bundesliga tornar os sócios meros espectadores e sem decisão no destino dos clubes.

Tudo leva a crer que com o tempo os clubes alemães vão-se transformar em clubes-empresas, e não clubes de sócios.  

O futebol há muito que seguiu um caminho que o amor à camisola dos jogadores é uma miragem e a paixão, o júbilo, o agrado e a alegria dos adeptos vão esmorecendo.


Fundador do Clube dos Pensadores

*escrevo ao abrigo do antigo AO

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