Joaquim Jorge

Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Champions: Liverpool e Real Madrid

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1 - O Liverpool venceu a 1.ª mão da eliminatória com o Villarreal por 2-0, tinha tudo encaminhado para a 2.ª volta, porém o início do jogo do Villarreal foi demolidor e num ápice a eliminatória ficou empatada, fez dois golos e poderia ter feito mais. Há uma penálti não assinalado que teve influência no jogo.

Como em tudo na vida, quem é mais poderoso pode e consegue com determinadas nuances e pequenos detalhes de influência. A primeira parte do submarino amarelo foi sublime enquanto durou.

Ao intervalo Klopp puxou as orelhas aos seus jogadores e meteu Luis Díaz e tudo mudou.

É incrível como um clube sediado numa cidade pequena, com cerca de 50.000 habitantes na província de Castelló, comunidade autónoma de Valência, tenha chegado às meias-finais da Champions, pelo caminho tenha eliminado o todo poderoso Bayern de Munique. Saíram de cabeça erguida e no final, num gesto parecido como o que aconteceu com o Atlético Madrid, aquando da eliminação perante o Manchester City, o estádio tributou uma ovação enorme e não arredaram pé dos seus lugares.

Este tipo de momentos são de rara beleza e respeito pelos intervenientes, pode-se perder, mas deixar tudo dentro do campo, nesse caso perde-se, mas com dignidade. Todos os elogios do mundo não apagam a decepção da eliminação, mas foi bonito e para mais tarde recordar.

2 – Nesta eliminatória, entre Real Madrid e Manchester City, estava dividido. Por um lado, gostava que o Real Madrid passasse, jogou lá o Ronaldo e foi treinado por Mourinho. Por outro lado, gostava que o Manchester City  lograsse o apuramento, joga lá o Cancelo, Bernardo Silva e Rúben Dias, porém, não aprecio Guardiola.

Guardiola manietou o Real Madrid com a posse de bola e pautar o ritmo de jogo. O que me surpreendeu foi a superioridade do Manchester City quase até ao final do jogo.

Depois é o costume, apareceu Rodrygo e tudo mudou. Não há táctica, não há treinador que consiga contrariar o que se passou. Ancelotti , inteligentemente, refrescou o meio-campo e isso deu uma dinâmica e alento fantásticos.

O prolongamento é merecido e o penálti sentenciou a partida. O Real Madrid passou de eliminado a apurado.

Guardiola bem tenta, mas não chega lá, com uma super equipa e com milhões.

Um serão maravilhoso, em que estive  pregado à emissão da Eleven, das 8 h às 22h30. Incrível a emoção, impróprio para cardíacos. 

Guardiola tem uma malapata na Champions: está quase a chegar lá, mas fica sempre pelo caminho. Contudo, o Manchester City também merecia estar na final.

O Real Madrid vai de milagre em milagre, de remontada em remontada, até à final. Vamos ver como tudo se passa, num só jogo contra o Liverpool.

Não considero Anceloti melhor treinador do que Guardiola, Mourinho ou Klopp. Ancelotti é um excelente relações humanas, Guardiola é um planificador, Mourinho é um criativo e  Klopp tem um pouco de todos.

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