Joaquim Jorge

Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Dérbi Manchester United vs. Manchester City

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Este fim-de-semana foi pródigo em acontecimentos desportivos e nem sabia para onde me havia de virar. Tinha a Vuelta para ver a última oportunidade de Chris Froome tentar destronar Nairo Quintana. Continuava a seguir o US Open em que Novak Djokovic estava na final, mas perdeu para Wawrinka. O interesse de ver Ronaldo jogar, de novo, pelo Real Madrid depois da sua lesão. Vários jogos de futebol portugueses e estrangeiros. No domingo assisti a mais uma brilhante corrida em MotoGP, em que Valentino Rossi foi segundo. Todavia foquei-me essencialmente no Manchester United - Manchester City.

Este clássico teve emoção, dramatismo, que sempre caracteriza um jogo da Premier League. Mas elevou o confronto com classe, elegância, arte e educação. Parecia um jogo de xadrez, em que cada treinador colocava as suas peças.

Mourinho e Guardiola abraçaram-se o que demonstra uma nova faceta entre os dois. Foi bonito, rivalidades à parte, e prestigia o futebol inglês e fair-play dos dois maiores treinadores do futebol. Guardiola venceu e tornou Old Trafford azul. O Manchester City rentabilizou o seu esplêndido da primeira parte. Mourinho reagiu na segunda parte com as suas alterações, mas foi tarde.

O Manchester City jogando fora surpreendeu com a sua postura, teve mais de 60% da posse de bola e exibiu um futebol consistente e impressionante.

A superioridade do City chegou a desesperar Ibrahimovic, Rooney e os adeptos vermelhos. Mourinho tinha traçado um plano que foi destruído pela troca de bolas do City e pelo desacerto de alguns dos seus jogadores.

A liga espanhola tinha um Barcelona - Real Madrid que era o jogo com mais mediatismo e interesse que havia no futebol. Mas depois deste jogo já não o é. A febre mundial que despertou este jogo Manchester United - Manchester City é comparável aos jogos entre o Real Madrid e o Barcelona. Não tenho dúvidas que o próximo embate entre os dois clubes de Manchester ainda terá maior interesse e pode estar em jogo o título.

Até agora um jogo destes era interessante para Inglaterra, os adeptos ingleses e pouco mais. A partir de agora, será de interesse para Inglaterra, Portugal, Espanha, China, EUA, no fundo, para o mundo em geral.

Mourinho está diferente para melhor na abordagem, antes, e depois do jogo. Todavia tem razão ao salientar que o árbitro deveria ter assinalado um penalty de Bravo sobre Rooney. Isso poderia ter mudado o desenrolar do jogo.

Contudo quem venceu foi o futebol como espectáculo. O encontro esteve ao nível da expectativa gerada pelo primeiro embate entre Mourinho e Guardiola. Pep já leva em 17 confrontos: oito vitórias, seis empates e três derrotas.

Vamos ver o que acontece no futuro. Para já o Manchester City lidera com 4 vitórias consecutivas.

Nota: na Liga dos Campões, Talisca ex-Benfica, agora do Besiktas, estragou a festa ao Benfica. O Sporting foi pena, teve o pássaro na mão. Fez um grande jogo de futebol e impressionou pela organização e estratégia seguida perante o colosso Real Madrid. FC Porto começou mal em casa mas não perdeu.

*escrevo ao abrigo da antiga grafia

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