Joaquim Jorge

Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Djokovic, o senhor da Austrália

Adicione como fonte preferencial no Google

Djokovic é o "patinho feio" do ténis mundial, as pessoas gostam mais de Nadal ou Federer, Djokovic, por vezes, tem atitudes e comportamentos em que se põe a jeito.

Contudo, a nível desportivo é um fora-de-série que nunca desiste, luta e parece um rolo compressor. O seu jogo é multifacetado e com uma disponibilidade física fora do comum.

Este Open da Austrália, também foi um ajuste de contas com o que passou o ano passado, em que foi preso, de seguida, deportado, por ter-se recusado tomar a vacina anti-Covid.

Na altura achei um exagero, Djokovic serviu como exemplo para quem não queria tomar a vacina e, também, foi apanhado por tricas políticas com finalidades eleitorais.

Ao vencer o Open da Austrália conquistou 22 Grand Slam, igualando Rafa Nadal, mas com toda a certeza não vai ficar por aqui. Nadal com as frequentes lesões, somente em Roland Garros pode ter uma palavra a dizer, tendo em conta ser o seu piso preferido – terra batida.

Esta vitória teve um sabor muito especial: venceu o Open da Austrália e assumiu o número 1 do ATP.

Não tenho dúvidas que foi a sua vitória mais importante, tendo em conta toda a pressão e desgaste provocado pelo último ano em que muitos países não permitiram que jogasse.

Há muitos razões que fazem de Djokovic o melhor jogador de ténis da história: a sua regularidade, é o jogador com mais semanas como líder do circuito  ATP (373); recorde  de pontos numa época, acumulou em 2015, 16.785 pontos graças a 11 títulos; detém o primeiro lugar no Masters 1000 (venceu 37), Nadal tem menos um;  único jogador a ter vencido todos os nove Masters 1.000; apesar dos seus 35 anos, a caminho dos 36, a sua dieta e as rotinas que  segue fora da competição mostram o seu potencial; Djokovic venceu o ATP Masters Cup por seis vezes, igualando o recorde de Roger Federer.

Djokovic ainda não poderá jogar nos Estados Unidos, assim, não jogará em Indian Wells e Miami novamente, mas  a sua voracidade e eterna insatisfação não o farão desistir.

Da mesma maneira que tinha umas contas pendentes na Austrália, quando poder voltar aos USA, saldará essas contas à sua maneira,  no seu estilo e triunfará, de novo.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade