Federoito
Roger Federer, ao vencer oito vezes em Wimbledon e ao conquistar o 19.º título Grand Slam, tornou-se alguém muito especial, para além da lenda viva que já é.
Não só é o maior campeão em Wimbledon, como é o maior tenista de todos os tempos, para muitos.
A 8 de Agosto faz 36 anos, mas esperamos continuar a vê-lo explanar o seu perfume, o seu toque de raquete, a sua elegância, as suas jogadas únicas, que fazem encher um court de ténis jogue onde jogar.
Federer parece eterno, com os anos cada vez joga melhor. Evidentemente que se resguardou nos meses em que houve torneios de terra batida, mas com esta performance é candidato a voltar a n.º 1 no ranking ATP.
Roger Federer está em 3.º, mas ainda faltam disputar alguns torneiros. O mais importante é o US Open - Grand Slam -, no final do mês de Agosto. Andy Murray continua em 1.º no ranking ATP (7750 pontos), Rafael Nadal está muito próximo (7465 pontos), Federer tem 6545 pontos.
Por mim, prefiro vê-lo jogar a espaços e mais anos do que fazer uma época em pleno cansado e com lesões. Cada vez mais, atletas como Federer, com mais de 30 anos, doseiam o seu esforço, fazem treino específico, fazendo pausas e jogam quando lhes dá mais prazer.
A final em Wimbledon deste domingo poderia chamar-se 'final do choro'. Cilic começou a chorar compulsivamente sem se entender se era resultado de estar a perder ou de uma lesão. Pensei que ia desistir mas felizmente não aconteceu. Cilic tinha um problema no pé, uma bolha que o impedia de jogar o seu melhor ténis. Federer, no final, não conteve a emoção pelo seu êxito e também chorou.
Federer está aí para as curvas e a fazer história. Este ano tem sido o ano de Nadal e Federer. Nadal dominador na terra batida e Federer na relva e piso duro.
*escreve ao abrigo do antigo AO
