Clube dos Pensadores

Joaquim Jorge
Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Futebol

Infelizmente o futebol internacional e português não vão por bons caminhos. O futebol precisa de estar em mãos sensatas, o futebol português tem mais jogos fora do campo do que dentro do campo. Há casos para todos os gostos e cor futebolística.

Gianni Infantino, presidente da FIFA, teve o desplante de tomar a decisão ridícula de proibir as televisões de focar mulheres belas e atraentes de forma a não tentar espectadores masculinos que estavam no estádio, no último Mundial. Nunca entendi tal atitude, o belo é para se ver, ao contrário, não viu inconveniente de focar e dar grandes planos de mulheres feias, nem de homens bonitos e feios. A Taça Libertadores teve que ser jogada fora da Argentina e jogou-se em Madrid que viveu momentos tensos, mais parecendo uma zona bélica com enormes medidas de segurança.

Em Portugal, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes tem cumprido sem fazer ondas, todavia alguns presidentes de clubes deveriam era fazer as malas e darem o lugar a outros. Queixamo-nos que a justiça portuguesa não funciona na política, que é muito difícil haver culpados e responsáveis, todavia o futebol vai pelo mesmo caminho. O ónus da prova é uma miragem, eles sabem fazê-las.

Programas de futebol, em versão comentários, têm um tempo de antena, quase obsceno que vai para lá de um jogo de futebol que tem 90 minutos. O comentário desportivo passa unicamente pelo futebol, parece outro jogo para além dos 90 minutos, em que se fala de tudo e mais alguma coisa, por vezes, a discussão chega a vias de facto com ofensas, ataques pessoais, abandonos e uma verbalização que faz corar qualquer menino do coro. É inacreditável o tempo de antena de "jogadores de boca" que proliferam nos canais de televisão portugueses. Eu não tenho dúvidas que cada vez menos portugueses vêem este tipo de programas. Eu deixei de o fazer há muito tempo, para preservar a minha saúde mental.

Gosto de ver um bom jogo de futebol, faço os meus comentários, analiso, opino e discuto com o meu filho, no final acabou e a vida segue em frente.

O futebol serve-me para me distrair e passar um bom bocado de tempo.

Todavia o desinteresse do futebol tem-se vindo a agravar pelo receio de se ir aos estádios e pelo clima bélico entre adeptos de vários clubes, principalmente do Porto, Benfica e Sporting.

Não podemos ignorar também o preço dos bilhetes que favorece quem é sócio, quem esporadicamente gosta de ver um bom jogo de futebol é muito penalizado. Por exemplo, eu gostava de ir ver o Porto- Roma, mas como não sou sócio do Porto o bilhete tem um preço exorbitante.

Vivemos numa sociedade de fidelização quem não o faz paga por isso.

Por outro lado, acho que há jogos de futebol a mais e em dias seguidos da semana. A televisão assim o impõe. Há semanas que os jogos começam numa sexta-feira e vão até segunda-feira. Quando os jogos eram ao domingo de tarde eram muito mais interessantes e toda a família poderia acompanhar, deste modo, não havia a bebedeira de futebol durante a semana, em que se houver Liga Europa e Liga dos Campeões há futebol quase todos os dias da semana.

A nível de televisão o futebol ocupa o espaço mediático quase todo, há jornais desportivos diários: Record, Bola e o Jogo.

Se for avante uma Superliga europeia os grandes jogos também vão perder o interesse.

A nível nacional temos a Liga, Taça de Portugal e Taça da Liga, mais com jogos da Liga dos Campeões e da Liga Europa, mas não nos ficamos por aqui, pois temos os jogos de apuramento para o campeonato europeu e a seguir o apuramento para o mundial, por fim, os jogos amistosos. Este ano ainda tivemos a Liga das Nações que estamos apurados para a fase final. Acho que há futebol a mais e tudo que é em demasia, perde a graça, cansa, satura e leva ao desinteresse.

O Salazar se fosse vivo, para distrair o povo não faria melhor.

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