Joaquim Jorge

Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Jornal Record

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Um jornal de desporto, como é o Record, vive de notícias relacionadas com actividades desportivas: jogos de futebol e jogos de outras modalidades. O futebol, por excelência, é o desporto preferido dos portugueses. É preciso muito denodo e capacidade de resistência para continuar com este projecto de enorme valia no panorama nacional.

Uma palavra de incentivo ao director Bernardo Ribeiro e à sua equipa, que tão boa conta tem dado no universo desportivo da comunicação social, com o seu cunho pessoal, seguindo de forma serena as pisadas do anterior director António Magalhães.

Eu, como cronista, se deixar de escrever neste jornal, não tem importância nenhuma, outro ocupa o meu lugar, todavia se o jornal Record, por qualquer razão deixar de ser publicado é uma enorme perda.

Nestes momentos difíceis, em manter um jornal de desporto, em que toda a actividade desportiva  está parada e com as dificuldades de chegar aos seus leitores que o apreciam em papel, terão que se reinventar no on-line e cerrar fileiras para continuarem com muito menos publicidade e noticias para dar.

O Record, para mim que sou suspeito por aqui escrever, mas que não me inibe de dar a minha opinião, é na minha opinião o equilibro entre A Bola e O Jogo. A Bola de tendência benfiquista, e O Jogo de tendência portista, o Record de tendência sportinguista, mas não tão evidente, o que permite que caibam quase todos.

No fundo o Record faz a simbiose entre todos os adeptos de uma forma serena e sem clubite, que me faz sentir bem e livre de espartilhos.

Por isso, espero que esta hora sem desporto provocada por este maldito vírus, passe e regresse o futebol e as outras modalidades, para disfrutarmos, para o sentirmos, e haver muitas notícias para publicar.

É importante que volte o espectáculo para todos: ver os jogadores actuar, os adeptos assistir e os jornalistas do Record e de outros jornais contarem o que se passou. Sem isso, parece que nos falta qualquer coisa. O futebol, por vezes, é alienante e obsceno com as somas aplicadas em transferências e salários de jogadores. Todavia, o futebol lubrifica a sociedade e o povo precisa dele para viver.

Havendo futebol, a vida de muita gente é mais feliz, distrai-nos de outros problemas, funciona como um bálsamo.

Ver futebol para uns, ver ténis para outros, ver outros desportos para aqueloutros tonou-se algo que faz parte das nossas vidas e sem isso há um vazio que não consegue ser preenchido por nada deste mundo.

 

Fundador do Clube dos Pensadores

*escrevo ao abrigo do antigo AO

 

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