Clube dos Pensadores

Joaquim Jorge
Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Longevidade de atletas

Se é verdade que há casos de jogadores que quase atingem os 40 anos e ainda actuam em grandes clubes: o guarda-redes Buffon, com 39 anos, equaciona estar no próximo Mundial em 2018; o avançado Totti, com 40 anos, deixou de jogar na Roma, mas ainda não decidiu se abandona o futebol.


Por um lado, há cada vez mais jogadores bem preparados até mais tarde. A idade dá-lhes instrumentos e experiência para aguentarem a pressão. A exigência em termos físicos é um handicap ao mais alto nível, mas contornam esse problema jogando de outra forma e de maneira faseada.


Em Portugal, há muito a ideia de que um jogador, acima dos 30 anos está velho, mas isso não é verdade. Há casos concretos de jogadores que se encontram em perfeitas condições físicas e psicológicas de continuar a carreira a bom nível, mas que não encontram clube que lhes dê um contrato, apenas e só por uma questão de mentalidade.
Para se estar no topo depois dos 30 anos, tem de se querer muito lá estar. Os futebolistas, tenistas, basquetebolistas, entre outros, estão cada vez mais preparados para jogar até mais tarde.

A medicina e a ciência explicam a longevidade dos atletas, aliada a uma cuidada alimentação, uma escolha dos exercícios mais apropriados e um repouso maior são aspectos essenciais para alguém com mais de 30 anos. A medicina e a ciência estudam: a regeneração dos músculos após o desgaste físico que demora mais e o jogador acusa dores até 48 horas depois do jogo; o gasto de energia de um atleta passou a ser estudado em profundidade, contando com o apoio da tecnologia.


Os cuidados dispensados aos jogadores pelos fisioterapeutas, treinadores e equipa técnica ajudam também no prolongamento da sua actividade no topo. De salientar, o tratamento moderno quer no debelar das lesões, assim como na sua prevenção.

Todavia, a mudança de mentalidade, a força de vontade aos 30 anos ou mais, um atleta não se sentir velho é o mais importante. Veja-se o caso de Ronaldo com 32 anos e agora Messi que fez 30 anos continuam no topo.

Os jogadores querem seguir a competir ao mais alto nível, procurando adaptar-se às exigências físicas. Ronaldo já não é um extremo puro mas mais um 9 e só às vezes um 7.

Por outro lado, os novos jogadores que surgem ainda não conseguiram superar a anterior geração, pela capacidade de exigência constante, superação da adversidade e da ilusão de conseguir.

A paixão do jogo, o prazer de o fazer é o segredo para atletas como Federer, Froome, Nadal, Ronaldo, Messi, entre outros. Ibrahimovic, apesar dos seus 35 anos e da lesão grave no joelho, quer continuar a jogar. Valentino Rossi é um caso de estudo, com 38 anos mantém-se no topo com adversários de 22 anos. Continuam a jogar e a correr ao mais alto nível.

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