Clube dos Pensadores

Joaquim Jorge
Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

O ocaso de Froome, Ronaldo, Rossi, Federer, Ibrahimovic, Messi…

Eu estou a ficar velho, apesar da minha idade ainda teimo em jogar com amigos futebol. Porém o corpo já não acompanha a cabeça.

Mas, quando penso que está a chegar a hora de deixar de jogar futebol e optar por um desporto menos agreste e de contacto físico propenso a lesões, não me estou a ver a jogar Padel da moda.

Isto vem a propósito de ficar velho e o corpo sentir o peso da idade. Os meus ídolos estão todos pela rua da amargura. Valentino Rossi perdeu velocidade e vê-se grego para ficar nos dez primeiros. Eu sei que tem 42 anos, mas fico triste e começo a pensar que vou perder o interesse pela MotoGP, quando ele se retirar.

Na Fórmula 1 era fã de Niki Lauda, quando se retirou passei a seguir Ayrton Senna, mas com a tragédia da sua morte, acompanho a espaços, sem o interesse de outrora.

No ciclismo, a grave lesão de Chris Froome e a sua idade não me permitem ilusionar-me nessa modalidade. Seguir o Tour é algo que sempre fiz no Verão. Há outro ciclista que aprecio muito, Vincenzo Nibali mas com 36 anos já não vai lá.

A velhice é tremenda e uma espada de Démocles em cima do físico de um atleta.

Cristiano Ronaldo com 36 anos, ainda vai estando, mas está a chegar ao fim e vai ser difícil haver outro jogador como ele. Lionel Messi já não faz a diferença, em junho faz 34 anos.

Gosto de Zlatan Ibrahimovic, as suas constantes lesões condicionam a sua participação, mas conseguiu com a sua mentalidade tornar o Milan vice-campeão. Já me mentalizei e estou preparado que é o último ano que o vou vê-lo jogar.

No ténis sou fã de Roger Federer, a lesão no joelho e a sua idade 39 anos antevejo que o ocaso está a chegar.

No basquetebol quando Michael Jordan abandonou gerou-se um vazio nunca colmatado por outros.

O corpo de um atleta tem limites, com o avanço da tecnologia, os conhecimentos científicos, os cuidados alimentares e períodos de repouso fazem com que se consiga prolongar ao máximo a possibilidade de um atleta competir.

Mas não há milagres, um dia tudo acaba.

E, eu tenho que arranjar outros ídolos que tenham o perfil destes senhores e não é fácil. Ainda me lembro tantas vezes de Eusébio e da sua performance, quer a rematar, quer a driblar.

A vida tem momentos únicos no desporto, devemos aproveitá-los e estar gratos por os vivermos.

 

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