Porto-Milan
1 - Raramente vou ao futebol, mas desta vez, fui para ver o Porto e Ibrahimovic, que regressou ao campeonato italiano no domingo e, teve dois apontamentos, por que me faz gostar dele e do futebol: recepção de bola sublime e uma tentativa de pontapé de bicicleta que se resulta não ficaria atrás de Ronaldo.
Fui com o meu filho, apesar de ser pelo Porto é isento e dá para ter uma troca de impressões interessantes.
Tenho pena que os bilhetes para quem não é sócio sejam tão caros. Estive na Tribuna e por acaso muito bem sentado e cómodo.
Um jogo em que na primeira parte se viu Luis Díaz e Rafael Leão em grande plano. O Milan ressentiu-se de algumas ausências. Kessié, castigado, Rebic e Florenzi, lesionados, ou Brahim Díaz e Theo Hernández, infetados com Covid- 19. Ibrahimovic vem de uma lesão e não está no seu melhor.
A primeira parte foi muito agradável de se ver e o Porto a jogar de forma compacta com Luis Díaz em grande plano. Uma coisa que aprecio no Porto de Sérgio Conceição consegue tirar o máximo partido da matéria-prima que tem em mãos. Pepe é imperial, a sua experiência e qualidade são muito importantes para o Porto.
O Porto venceu e continua a sonhar. É sempre muito agradável estar no estádio do Dragão, com uma temperatura amena nada condizente com o Outono a caminho do Inverno. Foi pena o estádio não estar cheio, mas deu para vibrar e viver o jogo intensamente.
2 – Já passou algum tempo da final da Liga das Nações. O golo de Mbappé mostra que a evolução do futebol tem coisas muito estranhas que devem ser corrigidas. O golo foi validado, mas Mbappé estava em posição irregular que se tornou legal porque Eric Garcia, defesa espanhol, ao fazer-se à bola tocou-lhe de raspão. Esta interpretação à letra das regras desvirtua o futebol. A decisão pode ser correcta, mas é contrária ao espírito do jogo e da sua essência. O jogador tocou na bola sem a mínima intencionalidade, a sua equipa não deveria ser penalizada por isso. Por vezes marcar fora-de-jogo por milímetros é um absurdo. O VAR é importante para a verdade do jogo e em determinadas decisões que eram flagrantes: penáltis duvidosos, os fora-de- jogo clamorosos. Porém tudo que é exagero é moléstia e mina a essência do jogo. É importante o futebol evoluir com a tecnologia e a Inteligência artificial, mas os jogadores são humanos, e o mais importante, quem vai ver o jogo ou assiste na televisão são humanos, têm emoções, pensam e não são burros.
Fundador do Clube dos Pensadores
Escreve ao abrigo do antigo AO
