Joaquim Jorge

Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Portugal passo a passo

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Um campeonato Mundial atípico e sufocante a contrastar com as temperaturas na Europa. Os estádios têm sistema de ar condicionado, o que não deixa de ser incrível. Muito dinheiro foi investido e no Qatar o que não falta é dinheiro, até conseguiram passar um Mundial para meio de uma época e no Inverno. No Qatar, o Sol põe-se antes das cinco horas e o tempo refresca um pouco com a ajuda da brisa marítima. Porém os jogos têm sido bem quentinhos em emoção, golos e casos.

Portugal não tinha desculpas, já estava avisado do último Mundial que perdeu com o Uruguai. O jogo foi assim-assim, mas o resultado foi maravilhoso e estamos apurados. Porém devemos ter os pés assentes na terra e ir passo a passo sem espaventos de triunfalismo. Deixemos de fazer contas e continuemos na senda das vitórias, daí, termos que vencer a Coreia do Sul.

Foi um jogo em que sobressaiu o golo de Ronaldo, que afinal não foi. O centro de Bruno Fernandes não era intenção de marcar golo, mas procurar Ronaldo. O movimento de Ronaldo  fintou o guarda-redes e a bola entrou na baliza.

Fernando Santos desta vez, deixou o seu conservadorismo e vendo como as coisas estavam a ficar complicadas, fez três substituições duma assentada.

O VAR deu um penalty a Portugal e se Ronaldo estivesse em campo seria ele a marcar, mas foi Bruno Fernandes que foi o melhor jogador em campo.

O  importante é que seguimos em frente para os oitavos-de-final com novo triunfo, Ronaldo esteve alegre e interventivo, não marcou, mas teve a sua quota parte no primeiro golo. Ronaldo com 37 anos pode fazer coisas bonitas e disfrutar deste Mundial.

Pepe com 39 anos, o terceiro jogador mais velho deste Mundial esteve muito bem nos duelos físicos com Darwin, Suárez e Cavani. Chegou às 130 internacionalizações.

O VAR tornou o futebol perfeito demais, antigamente era muito imperfeito, mas tudo que é demais é moléstia. Dentro da área, sempre que a bola vai à mão intencionalmente ou não, costuma ser penalty.

Por outro lado, os fora-de-jogo deveriam ter uma tolerância da largura das linhas brancas que delimitam o campo de futebol (alguns centímetros). A bola só está fora se transpuser toda a linha que delimita o campo, só é golo se a bola transpuser a linha de golo totalmente. Antigamente era a olho humano, agora é a olho tecnológico que raia o nanómetro.

Também é importante, que os árbitros preservem a integridade física dos jogadores e, estou de acordo que o tempo extra deve ser prolongado em função das paragens do jogo. Os jogadores uruguaios tiveram entradas intimidantes, que poderiam ter posto em risco a integridade física de alguns jogadores portugueses. O João Félix fartou-se de levar porrada do seu companheiro do Atlético de Madrid, Giménez.

Esta sexta-feira lá estamos todos a torcer por Portugal.

 

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